“Muitos dos primeiros teóricos do contratualismo acreditavam na legitimidade de um contrato de escravatura: se um indivíduo vulnerável fosse confrontado com a escolha entre uma vida de escravatura ou a morte às mãos de alguém mais forte, escolheria voluntariamente a escravatura. O argumento (…) ecoa a crítica marxista do conceito de «mão-de-obra gratuita» nas sociedades capitalistas: os contratos celebrados entre indivíduos com níveis de poder muito desiguais não eram justos pelo simples facto de que eram voluntários apenas na aparência.” CapitalismoMarxismoLiberalismoFrancis FukuyamaEscravatura Book:Liberalismo e Seus Descontentes Source: Liberalismo e Seus Descontentes
“Bonifácio trombou com os poderosos interesses dos latifundiários e senhores de escravos ao sugerir a constituinte a proibição do tráfico negreiro e abolição gradual da escravidão no Brasil. Seu projeto, que nem chegou a ser apresentado, compunha-se de um preâmbulo com 22 páginas e 32 artigos intitulado "Representação à Assembleia Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura". Dois anos mais tarde, já no exilio em Paris, Bonifácio explicaria a razão da proposta: "A necessidade de abolir o comércio de escravatura, e de emancipar gradualmente os atuais cativos é tão imperiosa que julgamos não haver coração brasileiro tão perverso, ou tão ignorante que a negue, ou desconheça. (...) Qualquer que seja a sorte futura do Brasil, ele não pode progredir e civilizar-se sem cortar, o quanto antes, pela raiz este cancro moral, que lhe rói e consome as ultimas potências de vida, e que acabara por lhe dar morte desastrosa." ... O Brasil era escravagista e assim permaneceria por mais 66 anos, até a assinatura da lei Áurea em 1888.” EscravidãoEscravaturaBonifacioFundador Do Brasil Book:1822 Source: 1822
“A abolição do comércio de escravos, em vez de fazer cessar a escravatura em África, levou simplesmente a uma reafectação dos escravos. Acresce que muitas das instituições políticas que o comércio de escravos tinha criado nos dois séculos anteriores se mantiveram inalteradas e os padrões de comportamento também persistiram.” AfricaDaron AcemogluJames RobinsonPorque Falham As NaçõesEscravatura Book:Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty Source: Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty