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Liberalismo Quotes

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Liberalismo Quotes

“Qualquer narrativa que queira conquistar a filiação da Humanidade terá, acima de tudo, de se mostrar capaz de fazer frente às revoluções gémeas da tecnologia da informação e da biotecnologia. Se o liberalismo, o nacionalismo, o islão ou qualquer outro credo novo quiser moldar o mundo do ano 2050, terá não só de conseguir explicar a inteligência artificial, os algoritmos da BigData e a bioengenharia como também terá de os integrar numa nova narrativa com sentido.”

“(...)é um fato que a história do Estado liberal coincide, de um lado, com o fim dos Estados confessionais e com a formação do Estado neutro ou agnóstico quanto às crenças religiosas de seus cidadãos, e, de outro lado, com o fim dos privilégios e dos vínculos feudais e com a exigência de livre disposição dos bens e da liberdade de troca que assinala o nascimento e o desenvolvimento da sociedade mercantil burguesa. Sob esse aspecto, a concepção liberal do Estado contrapôe-se às várias formas de paternalismo, segundo as quais o Estado deve tomar conta de seus súditos tal como o pai de seus filhos, posto que os súditos são considerados como perenemente menores de idade. Um dos fin a que se propõe Locke com seus 'Dois ensaios sobre o governo' é o de demonstrar que o poder civil, nascido para garantir a liberdade e a propriedade dos indivíduos que se associam com o propósito de se autogovernar é distinto do governo paterno e mais ainda do patronal.”

“Muitos dos primeiros teóricos do contratualismo acreditavam na legitimidade de um contrato de escravatura: se um indivíduo vulnerável fosse confrontado com a escolha entre uma vida de escravatura ou a morte às mãos de alguém mais forte, escolheria voluntariamente a escravatura. O argumento (…) ecoa a crítica marxista do conceito de «mão-de-obra gratuita» nas sociedades capitalistas: os contratos celebrados entre indivíduos com níveis de poder muito desiguais não eram justos pelo simples facto de que eram voluntários apenas na aparência.”

“Historicamente, as sociedades liberais têm sido motores de crescimento económico, criadoras de novas tecnologias e produtoras de uma cultura e arte vibrantes. Isto aconteceu precisamente porque eram liberais. (…) É precisamente a capacidade que as sociedades liberais têm de incubar a inovação, tecnologia, cultura e crescimento sustentável que determinarão a geopolítica do futuro. (…) Muita da história do crescimento espantoso da China ao longo das últimas quatro décadas tem sido produto do seu próprio namoro com o liberalismo.”

“El canciller austríaco Metternich calificó a la revolución rusa de 1825 como una copia estricta de las de Madrid, Nápoles y Turín110, al tiempo que reflexionaba que la española de 1820 era «peor que la francesa de 1789», puesto que era una «revolución europea»”

“Comencemos por rechazar la errada suposición de que el liberalismo es una ideología. Una ideología es siempre una concepción del acontecer humano (...) que parte del rígido criterio de que el idéologo conoce de dónde viene la humanidad, por qué se desplaza en esa dirección y hacia dónde debe ir. De ahí que toda ideología, por definición, sea un tratado de 'ingeniería social', y cada ideólogo sea, a su vez, un 'ingeniero social'. Alguien dedicado a la siempre peligrosa tarea de crear 'hombres nuevos', no contaminados por las huellas del antiguo régimen. Sólo que esa actitud, lamentablemente, suele dar lugar a grandes catástrofes, y en ella está, como señaló Popper, el origen del totalitarismo.”

“Enquanto o Estado se contenta com os recursos que lhe fornecem os pobres, enquanto conta com subsídios bastantes que, com regularidade mecânica, lhe asseguram aqueles que trabalham com as próprias mãos, ele vive feliz, tranquilo, respeitado; os economistas e os financistas se aprazem em atestar-lhe a probidade; mas, do instante em que esse infeliz Estado, movido pela necessidade, faz menção de exigir dinheiro de quem o tem, e de tirar dos ricos alguma exígua contribuição, fazem-no sentir que ele comete um atentado odioso, que viola todos os direitos, que falta ao respeito com as coisas consagradas, que destrói o comércio e a indústria, que esmaga os pobres ao tocar nos opulentos. Não mais se dissimula seu descrédito. E ele fica entregue ao desprezo dos bons cidadãos. Entrementes, a ruína avança, lenta e infalivelmente. O Estado ameaçou as rendas. Está perdido. Os nossos ministros zombam de nós, falando do perigo clerical ou socialista. Não há senão um perigo, o perigo financeiro. A República começa a percebê-lo.”

“uponte que tú ofreces un empleo y sólo hay un tío que quiera trabajar. Tienes que pagarle lo que pida. Pero pon que haya cien hombres 'dejó descansar la herramienta. Sus ojos se endurecieron y su voz se volvió más penetrante'. Supón que haya cien hombres interesados en el empleo; que tengan hijos y estén hambrientos. Que por diez miserables centavos se pueda comprar una caja de gachas para los niños. Imagínate que con cinco centavos, al menos, se pueda comprar algo para los críos. Y tienes cien hombres. Ofréceles cinco centavos y se matarán unos a otros por el trabajo.”

“Mesmo que a autonomia pessoal seja a fonte da realização individual, isso não significa que a liberdade ilimitada e a constante eliminação de constrangimentos tornem uma pessoa ainda mais realizada. Por vezes, a realização advém da aceitação dos limites. A recuperação de um sentido de moderação, tanto individual como comunitária, torna-se a chave para a renovação – se não mesmo a sobrevivência – do próprio liberalismo.”

“Respeitar a privacidade das outras pessoas pode parecer uma exigência pacífica, mas é uma das que mais frequentemente conflitua com outros princípios, tais como a ideia de que o comportamento individual deve ser transparente e objeto de responsabilização. (…) A implantação da Internet, conjuntamente com os meios de transmissão tradicionais, tem erodido severamente a esfera privada de toda a gente. (…) A função deliberativa da liberdade de expressão tem sido enfraquecida não só pelas exigências excessivas de transparência, mas também pelo surgimento de diferentes tipos de universos fantasiosos tornados possíveis pela deslocação das nossas interações sociais para as comunicações em rede.”

“Um blogger militante a opinar que determinado político é corrupto, não deveria ter o mesmo peso do que um jornalista de investigação que passou seis meses a analisar cuidadosamente os registos financeiros desse mesmo político. E, contudo, a Internet torna estas visões alternativas parecerem igualmente credíveis. (…) Isto torna-se um problema sério porque as grandes plataformas de Internet operam segundo um modelo comercial que privilegia a viralidade e o sensacionalismo sobre qualquer espécie de verificação cuidadosa da informação. Uma história obscena e falsa pode ser espalhada nestas plataformas digitais a uma velocidade e escala que nenhum meio de comunicação tradicional conseguiria alguma vez acompanhar.”

“Há uma questão filosófica mais profunda (…) que é a de saber se os seres humanos são apenas animais consumistas, cujo bem-estar se mede pela quantidade do que consomem, ou se são animais produtores cuja felicidade depende da sua capacidade de moldar a natureza e exercer as suas faculdades criativas. O neoliberalismo contemporâneo tem optado claramente pela primeira hipótese, mas existem outras tradições que defendem que os humanos são simultaneamente animais consumidores e produtores, e que a felicidade humana se encontra algures no equilíbrio entre essas duas características.”

“O liberalismo está intimamente associado a certas formas de conhecimento, particularmente ao método científico, entendido como o melhor meio de compreender e controlar o mundo exterior. Assume que os indivíduos são os melhores juízes dos seus próprios interesses e são capazes de assimilar e testar a informação empírica sobre o mundo que os rodeia ao fazer esses juízos. Embora os juízos inevitavelmente variem, existe a crença liberal de que num mercado livre de ideias, as ideias mais válidas acabarão por expulsar as más ideias no processo de deliberação e comprovação.”