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Quote by Anatole France

“Enquanto o Estado se contenta com os recursos que lhe fornecem os pobres, enquanto conta com subsídios bastantes que, com regularidade mecânica, lhe asseguram aqueles que trabalham com as próprias mãos, ele vive feliz, tranquilo, respeitado; os economistas e os financistas se aprazem em atestar-lhe a probidade; mas, do instante em que esse infeliz Estado, movido pela necessidade, faz menção de exigir dinheiro de quem o tem, e de tirar dos ricos alguma exígua contribuição, fazem-no sentir que ele comete um atentado odioso, que viola todos os direitos, que falta ao respeito com as coisas consagradas, que destrói o comércio e a indústria, que esmaga os pobres ao tocar nos opulentos. Não mais se dissimula seu descrédito. E ele fica entregue ao desprezo dos bons cidadãos. Entrementes, a ruína avança, lenta e infalivelmente. O Estado ameaçou as rendas. Está perdido. Os nossos ministros zombam de nós, falando do perigo clerical ou socialista. Não há senão um perigo, o perigo financeiro. A República começa a percebê-lo.”

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L'Orme du mail

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Anatole France
Anatole France

Anatole France, a renowned French poet, was born on April 16, 1844, and passed away on October 12, 1924. His poetry has been highly regarded in the French literary world, known for its unique style and profound connotations. more

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“uponte que tú ofreces un empleo y sólo hay un tío que quiera trabajar. Tienes que pagarle lo que pida. Pero pon que haya cien hombres 'dejó descansar la herramienta. Sus ojos se endurecieron y su voz se volvió más penetrante'. Supón que haya cien hombres interesados en el empleo; que tengan hijos y estén hambrientos. Que por diez miserables centavos se pueda comprar una caja de gachas para los niños. Imagínate que con cinco centavos, al menos, se pueda comprar algo para los críos. Y tienes cien hombres. Ofréceles cinco centavos y se matarán unos a otros por el trabajo.”

“Mesmo que a autonomia pessoal seja a fonte da realização individual, isso não significa que a liberdade ilimitada e a constante eliminação de constrangimentos tornem uma pessoa ainda mais realizada. Por vezes, a realização advém da aceitação dos limites. A recuperação de um sentido de moderação, tanto individual como comunitária, torna-se a chave para a renovação – se não mesmo a sobrevivência – do próprio liberalismo.”

“Respeitar a privacidade das outras pessoas pode parecer uma exigência pacífica, mas é uma das que mais frequentemente conflitua com outros princípios, tais como a ideia de que o comportamento individual deve ser transparente e objeto de responsabilização. (…) A implantação da Internet, conjuntamente com os meios de transmissão tradicionais, tem erodido severamente a esfera privada de toda a gente. (…) A função deliberativa da liberdade de expressão tem sido enfraquecida não só pelas exigências excessivas de transparência, mas também pelo surgimento de diferentes tipos de universos fantasiosos tornados possíveis pela deslocação das nossas interações sociais para as comunicações em rede.”

“Um blogger militante a opinar que determinado político é corrupto, não deveria ter o mesmo peso do que um jornalista de investigação que passou seis meses a analisar cuidadosamente os registos financeiros desse mesmo político. E, contudo, a Internet torna estas visões alternativas parecerem igualmente credíveis. (…) Isto torna-se um problema sério porque as grandes plataformas de Internet operam segundo um modelo comercial que privilegia a viralidade e o sensacionalismo sobre qualquer espécie de verificação cuidadosa da informação. Uma história obscena e falsa pode ser espalhada nestas plataformas digitais a uma velocidade e escala que nenhum meio de comunicação tradicional conseguiria alguma vez acompanhar.”