“MORTE DO VIZINHO Meu vizinho acaba de se jogar do 15.º andar e seu corpo caiu no playground nesta ensolarada manhã de verão. Estava com depressão, dizem. Vi-o algumas vezes de bermuda no corredor. Sei que escrevia sobre Freud. Seu corpo ainda está lá em baixo. Se eu tivesse ido à janela há pouco o teria surpreendido em pleno voo e lhe estendido a mão. Estendo-lhe, tardio, o poema que não interrompe a queda mas é o gesto possível que antecede o baque.” Suicidio Book:Textamentos Source: Textamentos