“Porém, minha Clarisse, eu peço que não creias Que eu ame esta existência e não lhe queira um fim; Há tempos que não sinto o sangue pelas veias E a campa talvez seja afável para mim.” Poesia PortuguesaMelodias Vulgares Book:O Livro de Cesário Verde Source: O Livro de Cesário Verde
“De tudo certamente te esqueceste, Porque tudo no mundo morre e muda, E agora és triste e só como um cipreste, E como a campa jazes fria e muda. Esqueceste sim, meu sonho querido, Que o nosso belo e lúcido passado Foi um único abraço comprimido, Foi um beijo, por meses, prolongado. E foste sepultar-te, ó serafim, No claustro das Fiéis emparedadas, Escondeste o teu rosto de marfim No véu negro das freiras resignadas. E eu passo tão calado como a Morte Nesta velha cidade tão sombria, Chorando aflitamente a minha sorte E prelibando o cálix da agonia. E, tristíssima Helena, com verdade, Se pudera na terra achar suplícios, Eu também me faria gordo frade E cobriria a carne de cilícios.” PoesiaPoesia PortuguesaCantos Da Tristeza Book:Cânticos do Realismo e outros poemas Source: Cânticos do Realismo e outros poemas