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Quote by Luís de Camões

“Quando rumor algum grande se sente, Que se acende fogo em casa ou torre, De pura compaixão vai toda a gente Gritando - Água ao fogo! - e cada um corre. Assim anda meu peito em chama ardente, E co'a água dos olhos se socorre, Que quem me abrasa outra água me defende, Porque com esta o fogo mais se acende.”

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Work

Poesia Lírica

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Author

Luís de Camões

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“Sin embargo, no mucho tiempo atrás descubrió que le resultaba harto saludable llorar durante algunos minutos en la soledad de su habitación. Era por eso por lo que, desnuda frente al espejo ovalado de nogal que reflejaba su cuerpo por completo, se permitió su dosis diaria de lágrimas. Solo un minuto. Con ese tiempo le bastaba para poner el contador a cero y deshacerse del molesto nudo que acostumbraba a anidar en su pecho.”

“Todos los cementerios que ha recorrido, todas las tumbas, le dicen lo mismo. Es imposible encontrar el lugar exacto, no hay manera de dar identidad a tanto muerto, son miles de huesos que juntos yacen bajo tierra, y entonces, las lágrimas vertidas no pertenecen a nadie y todos tienen su parte en el llanto y en las oraciones. Quizá allí esté el secreto, la esencia pura de la humanidad: todos son nuestros muertos, todos nuestros hijos, nuestros queridos mártires.”

“As lágrimas de Prajapati Segundo a sabedoria dos mitos, o deu Prajapati nasceu do turbilhão das águas primordiais, chorando convulsivamente por estar sozinho e por não saber ao certo a razão por que tinhas vindo ao mundo. Das lágrimas que verteu nesse choro convulsivo de criança abandonada à sua sorte nasceu a Terra e muitos dos seres que passaram a povoá-la. Mas lágrimas houve que foram arrastadas pelo vento para muito longe. Dessas lágrimas nasceu o céu e nasceram as nuvens. Foi também das suas lágrimas que nasceram as pessoas e os espíritos, a noite e o dia, as estações do ano e também a morte, a única entidade capaz de pôr fim a muitos dos seres nascidos das copiosas lágrimas de Prajapati. Diz-se que, ainda hoje, sempre que uma criança acabada de nascer irrompe num violento choro, há quem se interrogue sobre a possibilidade de ser um descendente de Prajapanti, com poderes bastantes para transformar as lágrimas da solidão primordial numa miríade de novos seres terrestres e celestes.”