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Quote by Anarquia

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Anarquia

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“A moral do êxtase é contrária à do processo; debaixo da sua protecção toda a gente faz o que quer; já cada qual pode chuchar no dedo à vontade, desde a mais tenra infância até ao fim do liceu, e trata-se de uma liberdade a que ninguém estará disposto a renunciar; olhemos à nossa volta no metro; cada um entre todos, sentado, tem o dedo num dos orifícios do rosto; no ouvido, na boca, no nariz; nenhum se sente visto pelos outros e cada um pensa em escrever um livro em que possa dizer o seu inimitável e único eu que escarafuncha o nariz; ninguém ouve ninguém, toda a gente escreve e todos e cada um escrevem como se dança o rock: sozinho, para si mesmo, concentrado em si, e contudo fazendo os mesmos movimentos que os outros todos fazem.”

“Não há mundos paralelos, Daniela sabe disso muito bem. Sobreviveu à mediocridade: estou disposta a tudo, gostava de dizer anos atrás. E era verdade. Estava disposta a tudo, a fazer qualquer coisa, a receber o que quisessem lhe dar, a dizer o que fosse preciso dizer. Estava disposta até mesmo a ouvir sua própria voz dizendo frases que não queria dizer. Mas agora não. Agora não está mais disposta a tudo. Agora é livre.”

“(...) Ou então, se quiseres aprofundar só um pouco mais, podemos falar sobre a natureza da liberdade propriamente dita. Será que liberdade significa que tens permissão para fazer o que queres? Ou podemos falar de todas as influências limitadoras que se opõem activamente à tua liberdade. Ou da herança genética da tua família, o teu ADN específico, a especificidade do teu metabolismo, as questões quânticas que ocorrem a um nível subatómico e onde eu sou a única observadora omnipresente. Ou da intrusão da doença que inibe a tua alma e te deixa manietado, ou das influências sociais que te rodeiam, ou dos hábitos que criaram ligações sinápticas no teu cérebro. E há também a publicidade, as campanhas de propaganda e os paradigmas. No meio desta confluência de inibidores multifacetados - concluiu, suspirando - o que é, de facto, a liberdade?”

“A questão central é saber se as convicções e o simbolismo são mais importantes do que a cooperação e a liberdade. Por vezes, ideais fortes podem fazer com que líderes políticos coloquem o seu partido à frente do país e impeçam a cooperação. Isto aplica-se não apenas aos partidos de extrema-direita, mas também aos idealistas, que visam tornar a sua filosofia política interna a meta da política externa.”

“Uso e abuso dos cafés como representação do ócio, da discussão, do tempo para a reflexão, do humanismo das conversas sem telemóvel, de um certo culto da identidade cosmopolita, como nos teatros espalhados pela Europa, enquanto expressão e afirmação da liberdade política onde simultaneamente convergem culturas e ideologias antagónicas, no mesmo espaço democrático e civilizado.”