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Quote by Natalia Avila

Work

A Canção dos Desejos Esquecidos

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Author

Natalia Avila

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“Não fico ressentida por conta disso, mas seria muito bom fazer coisas como passar um fim de semana em Paris, mas isso não é possível para mim no momento. Porém, sei que um dia, se seguir as regras da vida — o jogo da vida — poderei ter as coisas que sempre desejei, e elas serão muito mais especiais porque serei muito mais velha e muito mais capaz de apreciá-las.”

“Dúvida Dizer que sonhou com alguém e nunca saber se isso será interpretado como mau presságio sinal de grande estima ou de inveja obsessiva como um flerte ou como deslize do qual se arrependerá no instante seguinte ao perceber que por distração escancarou as portas de seu id envenenado Dizer que sonhou com alguém que por exemplo nadou com D. entre águas-vivas na praia imersa em cerração que se enervou com J. ao ver os papéis queimando num hangar sombrio que estava com A. no ventre da baleia e por alguns minutos com C., que deixou marcas de dente e tufos empapados de sangue nos lençóis Mas sobretudo nunca dizer — jamais — que no fundo tudo o que sonhou tem a ver sempre com aqueles nós cegos que florescem na passagem das noites a nos amestrar com dor a nos amestrar para a necessidade da fuga e, logo, para o voo, para voar desesperadamente voar e fazer força para não cair voar e não olhar para baixo voar e evitar a todo custo encarar aqueles que ficaram ao rés do chão tremeluzindo anônimos e amigos, decepcionados sabendo que fujo porque lhes tomei algo tal como eva devorando desdenhosa desde 2 milhões de anos atrás”

“Eu escrevo meus sonhos, o que eu consigo lembrar. É difícil lembrar de sonhos, eles escapam, eles explodem. Mas se você as escreve logo depois de acordar, as imagens são supremas, sublimes, transcendentes; é poesiaem estado bruto. O maior cineasta que existe é o ser dentro de nós, o que sonha, aquele que vive dentro de um sonho, o invisível, aquele que não dá a mínima. Nosso ser físico, essa coisa aberta e corporal é tão fodidamente consciente. Eu desejo que eu só possa existir nesse ser interior. Estou no meio de um sonho agora. Estou em uma zona híbrida. Estou tentando terminar um filme. Eu não sei se posso realmente terminar. O cinema não é feito de nenhuma certeza matemática para mim. Ainda estou tentando encontrar suas origens. Isso torna o cinema infinito. A vida é misteriosa, mas é bastante precisa, pois a morte é uma certeza absoluta. Mas o cinema é o grande continuum; é imortal; pode recriar a vida; imortaliza o ser; não há morte. Eu estou falando sobre o cinema maior, um cinema que não é metódico, um cinema que é gratuito. Eu estou falando sobre o ser interior. Sou solidário com o cinema maior; eu me esforço para estar no domínio do ser interior, o cineasta invisível, o cineasta que não sabe nada. Cara, isto faz algum sentido?” LAV DIAZ”