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Quote by Salman Rushdie

“—Ese marido suyo, excúseme si soy indiscreto —decía con su voz de silbato—, tiene la cabeza llena de pájaros y vive en las nubes. ¿A qué viene tanto cuento? la vida no es un libro de cuentos ni una fábrica de chistes. ¿Qué utilidad tienen unas historias que ni siquiera son de verdad?”

Quote by Salman Rushdie

Work

Harun and the story sea

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Author

Salman Rushdie
Salman Rushdie

Salman Rushdie (born June 19, 1947) is a British-Indian novelist and essayist. Known for his magical realism style, his novel Midnight's Children won the Booker Prize in 1981. His works often explore themes of cultural conflict, religion, and politics. In 1988, his novel The Satanic Verses sparked global controversy, leading to a fatwa issued by Iran's Ayatollah Khomeini calling for his assassination. Rushdie spent years in hiding under police protection. He remains a prominent voice in contemporary English literature, celebrated for his literary innovation and defense of free expression. more

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“O homem vive atormentado durante toda a sua existência e nunca obtém aquilo de que precisa, quanto mais aquilo que deseja. Com teorias como as vossas, os homens apenas satisfazem a eterna necessidade de jogo, lisonjeiam a própria vaidade e enganam-se a si próprios e aos outros. Esta é que é a verdade, ou, pelo menos, assim me parece. (...) Todas as tuas teorias, as tuas numerosíssimas ocupações espirituais, assim como os teus amores e as tuas amizades provêm apenas de uma coisa: a tua ambição. E essa ambição é falsa e doentia porque vem da tua vaidade, única e exclusivamente da tua vaidade. (...) No momento em que uma coisa deixa de alimentar a tua vaidade, ela perde todo o sentido para ti e já não a desejas, nem sequer estás pronto a mexer um dedo para a obter. Por causa dela trais-te a ti mesmo, porque és escravo da tua própria vaidade. (..) Para ti nada é verdadeiramente importante e , no fundo, não sentes amor nem ódio, porque, para sentires um ou outro, terias, pelo menos, de sair por um momento de ti próprio, esquecer-te de ti e dar um passo além de ti e da tua vaidade. Mas isso é coisa que não podes, nem há nada que te leve a fazê-lo, mesmo que fosses capaz. A desgraça de outrem não pode dar-te pena, e muito menos desgosto; nem sequer o teu próprio infurtúnio, desde que te lisonjeie a vaidade. Nada desejas e em nada encontras satisfação. Nem invejoso és, não por bondade, mas por um egoísmo ilimitado, porque não chegas a reparar na felicidade ou na infelicidade dos outros. Não há nada que te possa comover nem mudar. Tu não receias nada, não porque sejas corajoso, mas porque em ti todos os impulsos sadios estão atrofiados, porque além da tua vaidade nada existe para ti, nem os laços de sangue, nem consciências, nem Deus, nem o mundo, nem a família, nem os amigos. Nem sequer aprecias as tuas próprias qualidades naturais. Em vez de consciência, é apenas a tua vaidade ferida que te pode estimular, porque só ela, sempre e em tudo, fala pela tua boca e determina os teus passos. (...) E ainda antes de as teres conquistado, já estás farto, porque a tua vaidade se enoja e procura qualquer outra coisa nova. Mas é precisamente isso, no facto de nada te deter, de nada te satisfazer ou saciar, que está também a tua perdição. Submetes tudo à tua viadade, mas tu próprio és o primeiro dos seus escravos e o seu maior mártir. É muito possível que venhas a obter ainda maior glória e sucesso, de certeza sucessos muito maiores do que seduzir simples raparigas entontecidas, mas nunca encontrarás satisfação em nada, porque a tua vaidade te arrastará sempre para mais longe, porque ela engole tudo, até os maiores sucessos, e logo os esquece, tal como nunca esquece as frustrações e as ofensas, por mais pequenas que sejam. E quando tudo estiver consumido, quebrado, maculado, humilhado, desintefrado e destruído à tua volta, então ficarás só nesse deserto que tu próprio criaste, cara a cara com a tua vaidade, e não terás nada para lhe oferecer. Então vais devorar-te a ti próprio, mas de nada te servirá, porque a tua vaidade, habituada a um alimento mais rico, vai desprezar-te e rejeitar-te.”

“Esses momentos de distanciamento, efêmeros, vinham de fora, eu não buscava nada disso. Muito pelo contrário, evitava situações que pudessem me tirar da minha obsessão: leituras, saídas e outras atividades que antes gostava de fazer. Desejava o ócio completo. Recusei com ímpeto uma carga extra de trabalho que meu diretor solicitou, e quase o insultei ao telefone. Sentia que estava no direito de me opor a tudo o que atrapalhasse uma entrega sem limites às sensações e narrativas imaginárias da minha paixão. No trem, no metrô, nas salas de espera, em qualquer lugar em que é permitido ficar à toa, logo que eu me sentava, começava a fantasiar com A. No momento exato em que entrava nesse estado, minha cabeça era invadida por um espasmo de felicidade. Tinha a impressão de me abandonar a um prazer físico, como se o cérebro, sob o afluxo repetido das mesmas imagens, das mesmas lembranças, pudesse ter um orgasmo, como se fosse um órgão sexual similar aos outros.”

“O tempo todo me assaltava o desejo de terminar, para não ter mais que ficar à mercê de uma chamada, para não sofrer mais, e logo imaginava o que viria com o término: uma sequência de dias sem nada para esperar. Então preferia continuar, ainda que a um custo alto — que ele tivesse outra mulher, ou várias (isto é, um sofrimento ainda maior que aquele que me levava a querer deixá-lo). Porém, se comparada ao vazio vislumbrado, minha situação presente parecia feliz, e meu ciúme era uma espécie de privilégio frágil cujo fim eu fora louca de desejar, já que cedo ou tarde esse fim chegaria, independentemente da minha vontade, quando ele fosse embora ou me abandonasse, ele, sempre ele.”

“The illustrious and influential Sigmund Freud dismissed romantic love as merely sex urge blocked. Pioneer sexologist Havelock Ellis provided his famous and entirely incorrect mathematical formula: sex plus friendship. (It seems to be neither.) Contemporary sex researchers seldom discuss love since they view sex and love as quite distinct from each other. Psychoanalytic writers have disagreed with each other as well as with the master, Freud. Theodore Reik asserted that sex and love are quite different, although the usual interpretation of Freudian concepts is that they are fused. Psychoanalyst Robert Seidenberg comments that the only similarity he could think of is that neither makes sense. In books with the word “love” in their titles, two of the most widely read writers on mental and emotional life managed to virtually avoid the subject of romantic love: Erich Fromm, in the Art of Loving, dismisses “falling in love” as a clearly unsatisfactory, as well as “explosive,” way to overcome “separateness”; and Rollo May, in his best-selling book Love and Will, forces the reader to search for romantic love in the interstices between sexual, procreational, friendly, and altruistic loves. The general view seemed to be that romantic love is mysterious, mystical, even sacred, and not capable, apparently, of being subjected to the cool gaze of scientific inquiry.”

“Limerence is not mere sexual attraction. Although something you may interpret as sexual attraction may be, or seem to be, the first feeling, sometimes nothing you would label sexual interest is ever consciously felt. Sex is neither essential nor, in itself, adequate to satisfy the limerent need. But sex is never entirely excluded in the limerent passion, either. Limerence is a desire for more than sex, and a desire in which the sexual act may represent the symbol of its highest achievement: reciprocation. Reciprocation expressed through physical union creates the ecstatic and blissful condition called “the greatest happiness,” and the most profound glorification of the achievement of limerent aims.”

“Limerence has certain basic components: • intrusive thinking about the object of your passionate desire (the limerent object or “LO”), who is a possible sexual partner • acute longing for reciprocation • dependency of mood on LO’s actions or, more accurately, your interpretation of LO’s actions with respect to the probability of reciprocation • inability to react limerently to more than one person at a time (exceptions occur only when limerence is at low ebb—early on or in the last fading) • some fleeting and transient relief from unrequited limerent passion through vivid imagination of action by LO that means reciprocation • fear of rejection and sometimes incapacitating but always unsettling shyness in LO’s presence, especially in the beginning and whenever uncertainty strikes • intensification through adversity (at least, up to a point) • acute sensitivity to any act or thought or condition that can be interpreted favorably, and an extraordinary ability to devise or invent “reasonable” explanations for why the neutrality that the disinterested observer might see is in fact a sign of hidden passion in the LO • an aching of the “heart” (a region in the center front of the chest) when uncertainty is strong • buoyancy (a feeling of walking on air) when reciprocation seems evident • a general intensity of feeling that leaves other concerns in the background • a remarkable ability to emphasize what is truly admirable in LO and to avoid dwelling on the negative, even to respond with a compassion for the negative and render it, emotionally if not perceptually, into another positive attribute.”

“Just as all roads once led to Rome, when your limerence for someone has crystallized, all events, associations, stimuli, experience return your thoughts to LO with unnerving consistency. At the moment of awakening after the night’s sleep, an image of LO springs into your consciousness. And you find yourself inclined to remain in bed pursuing that image and the fantasies that surround and grow out of it. Your daydreams persist throughout the day and are involuntary. Extreme effort of will to stop them produces only temporary surcease.”