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Quote by Juan Villoro

“el periodismo puede ser visto desde la literatura como el boxeo de sombra que permitió a Hemingway subir al ring, pero también como tumba de la ficción (cuando el protagonista de Conversación en La Catedral entra a un periódico, siente que compromete su vocación de escritor en ciernes y ve la máquina de escribir como un pequeño ataúd en el escritorio).”

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Work

Safari accidental

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Author

Juan Villoro
Juan Villoro

Juan Villoro, born on September 24, 1956, is a Mexican writer whose works span across novels, essays, and criticism. He is known for his unique literary style and profound insights into social issues. more

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“(…)dos anos 1920. A inovação estética daquele primeiro livro de Borges que, como ele explica na sua autobiografia, "celebrava os crepúsculos, os lugares solitários e as esquinas desconhecidas" da cidade de Buenos Aires e estava escrito "em um estilo despojado que era pródigo em metáforas lacônicas", destituía definitivamente os excessos rítmicos è melódicos da retórica simbolista de Lugones.”

“Eu aconselharia esta hipótese: a imprecisão é tolerável ou verossímil na literatura, porque sempre tendemos a ela na realidade. A simplificação conceitual de estados complexos é muitas vezes uma operação instantânea. O próprio fato de perceber, de levar em conta, é de ordem seletiva: toda atenção, toda fixacão de nossa consciência. comporta uma missão deliberada do não interessante. “A postulação da realidade”, Discussão, 1932”

“Aqueles dentre nós que têm sido verdadeiros leitores durante toda a vida raramente compreendem de maneira plena a enorme extensão do nosso ser da qual somos devedores aos escritores. Compreendemos isso mais quando conversamos com um amigo que é um leitor não literato. Pode ser uma pessoa cheia de bondade e bom senso, mas é alguém que vive em um mundo minúsculo. Nós nos sentiríamos sufocados nesse mundo. A pessoa que está contente em ser apenas ela mesma e, portanto, menos que um "eu", está em uma prisão. Os meus olhos não são o bastante para mim. Eu vejo através dos olhos dos outros. A realidade, mesmo vista através dos olhos de muitos, não é o bastante. Eu verei o que outros inventaram. Mesmo os olhos de toda a humanidade não são suficientes. Lamento que os animais não possam escrever livros. Eu aprenderia com muita alegria qual é a imagem que as coisas têm para um rato ou para uma abelha. Mais alegre ainda ficaria se percebesse o mundo olfativo carregado com todas as informações e emoções que este mundo tem para um cão.”

“Julguei que ia morrer. Queria morrer. E julguei que se fosse morrer ia morrer contigo. Rapazes como tu, jovens como eu…vi morrer tantos ao pé de mim durante o ano passado! Não tive medo nenhum. Não foi coragem o que ainda agora me fez ficar aqui. Pensei com os meus botões: "Temos esta cama, esta erva, devíamos ter-nos deitado juntados, abraçados, antes de morrer". Apeteceu-me tocar-te nesse osso do pescoço, a clavícula, que parece uma asa pequena e dura debaixo da pele. Apeteceu-me afagá-la com os dedos. Sempre gostei de corpos da cor dos rios e das pedras, da cor do olho castanho de uma susana, conheces essa flor? Já viste alguma? Estou tão cansada Kip, só me apetece dormir. Apetece-me dormir debaixo desta árvore, de cara encostada à tua clavícula, apetece-me fechar os olhos, sem pensar em mais ninguém, encontrar um nicho de árvore, trepar lá para dentro e dormir. Que espírito meticuloso! Saber que fio hás de cortar. Como é que soubeste? Foste dizendo não sei, não sei, mas sabias. Não foi? Não tremas, tens de ser uma cama sossegada para mim, deixa-me aninhar-me, abraçar-te como se fosses um avozinho, adiro a palavra "aninhar", tão lenta, não se pode apressá-la.”