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Quote by Maria Teresa Horta

“Mulheres de Abril somos mãos unidas certeza já acesa em todas nós Juntas formamos fileiras decididas ninguém calará a nossa voz Mulheres de Abril somos mãos unidas na construção operária do país Nos ventres férteis a vontade erguida de um Portugal que o povo quis”

Quote by Maria Teresa Horta

Work

Poesia Reunida

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Author

Maria Teresa Horta

Maria Teresa Horta, born on May 20, 1937, is a renowned Portuguese poet. Her poetry is known for its profound emotions and unique style, which has won her a wide audience. more

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“Num trabalho honesto", costumava dizer [Bartholomew Roberts], "o que se vê é gente magra, salários baixos e muito trabalho. Neste daqui, o que temos é fartura e saciedade, prazer e alegria, liberdade e poder. E quem não iria fazer o prato da balança pesar para este lado, quando tudo o que se arrisca daqui, na pior das hipóteses, é apenas um olhar ou dois de tristeza, no instante em que se sufoca? Não, meu lema será sempre por uma vida feliz e curta.”

“A moral do êxtase é contrária à do processo; debaixo da sua protecção toda a gente faz o que quer; já cada qual pode chuchar no dedo à vontade, desde a mais tenra infância até ao fim do liceu, e trata-se de uma liberdade a que ninguém estará disposto a renunciar; olhemos à nossa volta no metro; cada um entre todos, sentado, tem o dedo num dos orifícios do rosto; no ouvido, na boca, no nariz; nenhum se sente visto pelos outros e cada um pensa em escrever um livro em que possa dizer o seu inimitável e único eu que escarafuncha o nariz; ninguém ouve ninguém, toda a gente escreve e todos e cada um escrevem como se dança o rock: sozinho, para si mesmo, concentrado em si, e contudo fazendo os mesmos movimentos que os outros todos fazem.”

“Não há mundos paralelos, Daniela sabe disso muito bem. Sobreviveu à mediocridade: estou disposta a tudo, gostava de dizer anos atrás. E era verdade. Estava disposta a tudo, a fazer qualquer coisa, a receber o que quisessem lhe dar, a dizer o que fosse preciso dizer. Estava disposta até mesmo a ouvir sua própria voz dizendo frases que não queria dizer. Mas agora não. Agora não está mais disposta a tudo. Agora é livre.”

“(...) Ou então, se quiseres aprofundar só um pouco mais, podemos falar sobre a natureza da liberdade propriamente dita. Será que liberdade significa que tens permissão para fazer o que queres? Ou podemos falar de todas as influências limitadoras que se opõem activamente à tua liberdade. Ou da herança genética da tua família, o teu ADN específico, a especificidade do teu metabolismo, as questões quânticas que ocorrem a um nível subatómico e onde eu sou a única observadora omnipresente. Ou da intrusão da doença que inibe a tua alma e te deixa manietado, ou das influências sociais que te rodeiam, ou dos hábitos que criaram ligações sinápticas no teu cérebro. E há também a publicidade, as campanhas de propaganda e os paradigmas. No meio desta confluência de inibidores multifacetados - concluiu, suspirando - o que é, de facto, a liberdade?”