“Você desencarcera-se da carne vertendo-te da pele em calor e através de ti eu, metal de memória assumo o tempo perdido, prometido e sim. Você desemaranha-se das entranhas vertendo-te da boca aos ouvidos em música e através de ti eu, anfiteatro de sombras estreio o tempo perdido, prometido e sim. Você se desprende do corpo vertendo-te pelos poros em perfume e através de ti eu, abelha operária teço o tempo perdido, prometido e sim. Você se descola da parede celular vertendo-te às bochechas em tempero e através de ti eu, devorador de mundos saboreio o tempo perdido, prometido e sim. Você se desencana do condicionamento te atravessando até mim por entre visões e através de ti eu, visionário das eternidades cegas contemplo o espaço descoberto, realizado e nu e não!” PerfumeTempoMundoMúsicaMemóriaCorpoMetalEternidadeSombraCarnePeleCalorVisãoBocaAssumirSimContemplarOuvidoEspaçoSaborearTecerBochechaDesencarcerarDesprenderEntranhaPoroVerterAtravessarDevoradorNãoTemperoAbelhaAbelha OperáriaAnfiteatroCondicionamentoDescolarDesemaranharDesencanarEstrearMetal De MemóriaParedeParede CelularVisionário Book:Caro Jovem Adulto Source: Caro Jovem Adulto
“Eu giro em todos sentidos e direções, mas ao atravessar determinado meio a matéria do mesmo esquarteja-me retendo fragmentos cinéticos de mim e com o pescoço travado pela polarização eu mal consigo olhar pros meus irmãos capturados enquanto rumo adiante ou individuo-me múltiplas vezes para vias distintas em função de alguma arbitrariedade discriminante qualquer.” SentidoOlharConseguirMatériaViaDireçãoFragmentoGirarReterAtravessarArbitrariedadeEsquartejarIndividuarIrmãoMeioPescoçoPolarizaçãoRumarVez Book:Caro Jovem Adulto Source: Caro Jovem Adulto