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Eternidade Quotes

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Eternidade Quotes

“O amor verdadeiro sempre encontra caminho De espalhar a esperança em qualquer ninho.”

“Você desencarcera-se da carne vertendo-te da pele em calor e através de ti eu, metal de memória assumo o tempo perdido, prometido e sim. Você desemaranha-se das entranhas vertendo-te da boca aos ouvidos em música e através de ti eu, anfiteatro de sombras estreio o tempo perdido, prometido e sim. Você se desprende do corpo vertendo-te pelos poros em perfume e através de ti eu, abelha operária teço o tempo perdido, prometido e sim. Você se descola da parede celular vertendo-te às bochechas em tempero e através de ti eu, devorador de mundos saboreio o tempo perdido, prometido e sim. Você se desencana do condicionamento te atravessando até mim por entre visões e através de ti eu, visionário das eternidades cegas contemplo o espaço descoberto, realizado e nu e não!”

“olha, sabes que hoje em dia se armazena informação que nunca, em toda a eternidade, vai voltar a ser consultada. ando com isso na cabeça. é que com isto da informática tudo se registra, do mais importante ao mais insignificante. desde as coisas do estado até a rotina dos adolescentes. e muito do que se registra não será mais consultado, porque não haverá ninguém com interesse ou sequer com tempo para o fazer. que angústia. é como haver muita gente a querer deixar uma marca para o futuro e o futuro estar sobrelotado. está cheio, não é suficiente pra toda gente.”

“Minha pequena cabeça tão limitada estala ao pensar em alguma coisa que não começa e não termina - porque assim é o eterno. Felizmente esse sentimento dura pouco porque eu não aguento que demore e se desvanecesse levaria ao desvario. Mas a cabeça também estala ao imaginar o contrário: alguma coisa que tivesse começado - pois onde começaria? E que terminasse - mas o que viria depois de terminar?”

“Dizia-me: vale a pena viver para morrer? Gozar para quê ? O trabalho é mais vão que a poeira alevantada por um cavalo a galope! Amigo, morrerás! Este morrerás revestia no meu espírito a significação exacta dum prazo. Não era a noção vaga «morrer», mas antes o juízo determinado «não viver». Não viver podia alongar-se no tempo e, todavia, não era amanhã, era já hoje. Nele se me sentenciava à vida a ablação, por inútil, de tudo o que ela representava, no espaço, de gozo, de posse, de sentimento de mim mesmo - via-me a entrar para a antecâmara do meu próprio celário. Mas se este pensamento se encarniçava particularmente na esfera do eu, às vezes batia asas para abranger o universo em suas finalidades. E proclamava: tu; os outros; todos; esta cidade; o reino; a terra. Daqui a cem anos terão passado, em matéria, os que te amam e cercam; mais uns séculos e a memória deles será mais fugaz que a mente dum recém-nascido. Conta mais uns séculos, e onde estará o teu país ? E se teu entendimento pode apreender no relógio do tempo o ponteiro salvar os milénios, este planeta, em que ensaiais edificar o imortal, não será mais que cinza semeada no oceano sidéreo. Vale a pena existir? Da Vénus de Milo, a jucunda e gloriosa, não ficará uma sombra, nem da Bíblia sapiente um eco; da ciência não se salvará uma lei. Tudo o que saiu da boca do infinito acaba na boca do infinito, sem que ele caduque, o monstro! Mors de mor sus.”

“Lucrécio colocou-nos a seguinte questão: Houve uma eternidade antes de nascermos. Antes não existíamos. Isso é motivo de desespero ou ansiedade? Então por que motivo é que a eternidade que se sucederá depois da morte te provoca uma ansiedade tão grande? Não me preocupar com a minha morte com o argumento de que houve uma eternidade antes de ter nascido e isso não ter sido motivo de angústia, é esquecer a dor de quem sente a perda, dos amigos, dos familiares que irão inevitavelmente sofrer. Isso cria angústia. E esta angústia não é somente fruto da iminência do nosso desaparecimento, mas das consequências que terá em quem amamos. Antes de teres nascido, Lucrécio, não tinhas filhos nem amigos para chorarem a tua morte. O argumento só se sustém na eventualidade de estarmos sozinhos. Para amar pessoas precisamos de ter vivido. Antes disso, não conta, Lucrécio.”