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Soumission

Book by Michel Houellebecq · 16 quotes · Cock, Literatura, Alcool

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Soumission Quotes

“When you got right down to it, my dick was the one organ that hadn’t presented itself to my consciousness through pain, only pleasure. Modest but robust, it had always served me faithfully. Or, you could argue, I had served it – if so, its yoke had been easy. It never gave me orders. It sometimes encouraged me to get out more, but it encouraged me humbly, without bitterness or anger. This past evening, I knew, it had interceded on Myriam’s behalf. It had always enjoyed good relations with Myriam, Myriam had always treated it with affection and respect, and this had given me an enormous amount of pleasure. And sources of pleasure were hard to come by. In the end, my dick was all I had.”

“He was a kind of éminence grise, a political leader, in a clandestine movement. Everyone knows there are girls who go for that kind of thing. There are girls who go for Huysmanists, for that matter. I once met a girl -- a pretty, attractive girl -- who told me she fantasized about Jean-François Copé. It took me several days to get over it. Really, with girls today, all bets are off.”

“Оказалось, что я не способен жить ради самого себя, а ради кого еще я мог бы жить? Человечество меня не интересовало, более того, внушало мне отвращение, я вовсе не считал всех людей братьями, особенно если рассматривать достаточно узкий фрагмент человечества, состоящий, например, из моих соотечественников или бывших коллег. При этом, как ни досадно, я вынужден был признать этих людей себе подобными, и именно это сходство и побуждало меня избегать их; хорошо бы мне найти женщину, это было бы классическим и проверенным решением вопроса, женщина, разумеется, тоже человек, но все же она являет собой несколько иной тип человека и привносит в жизнь легкий аромат экзотики.”

“Tanto quanto a literatura, a música pode determinar uma reviravolta, um transtorno emotivo, uma tristeza ou um êxtase absolutos; tanto quanto a literatura, a pintura pode gerar um deslumbramento, um olhar novo depositado sobre o mundo. Mas só a literatura pode dar essa sensação de contato com outro espírito humano, com a integralidade desse espírito, suas fraquezas e grandezas, suas limitações, suas mesquinharias, suas ideias fixas, suas crenças; com tudo o que o comove, o interessa, o excita ou o repugna. Só a literatura permite entrar em contato com o espírito de um morto, da maneira mais direta, mais completa e até mais profunda do que a conversa com um amigo — por mais profunda e duradoura que seja uma amizade, numa conversa nunca nos entregamos tão completamente como o fazemos diante de uma página em branco, dirigindo-nos a um destinatário desconhecido.”

“Os estudos universitários no campo das letras não levam, como se sabe, praticamente a nada, a não ser, para os estudantes mais dotados, a uma carreira de ensino universitário no campo das letras — em suma, temos a situação um tanto cômica de um sistema sem outro objetivo além de sua própria reprodução, acompanhado por uma taxa de não aproveitamento superior a noventa e cinco por cento. Esses estudos no entanto não são nocivos e podem até apresentar uma utilidade marginal. Uma moça que procure um emprego de vendedora na Céline ou na Hermès deverá naturalmente, e em primeiríssimo lugar, cuidar de sua aparência; mas uma graduação ou um mestrado em letras modernas poderá constituir um trunfo secundário que garanta ao patrão, na falta de competências mais aproveitáveis, uma certa agilidade intelectual que pressagie a possibilidade de uma evolução na carreira — a literatura, além do mais, vem desde sempre acompanhada de uma conotação positiva no ramo da indústria do luxo.”