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Olga Ravn Quotes

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Famous Olga Ravn Quotes

“My human coworker sometimes talks about not wanting to work, and then he'll say something quite odd and rather silly. What is it he says, now? There's more to a person than the work they do, or A person is more than just their work? Something like that. But what else could a person be? Where would your food come from? Who would keep you company? How would you get by without work and without your coworkers?”

“Jamais fui outra coisa que não um funcionário. Fui criado para trabalhar. Não tive infância, mas já tentei imaginar uma. Meu colega humano às vezes menciona que não quer trabalhar, depois diz algo muito estranho, completamente sem sentido. O que pode ser? Ele diz "a pessoa é mais do que o trabalho que faz", ou então, "a gente não é só trabalho". Mas o que se pode ser além disso? Como conseguiríamos comer, onde teríamos companhia? O que seria de alguém sem trabalho e sem colegas? Passaria a vida inteira enfurnado num armário?”

“All I want is to be assimilated into a collective, human community where someone braids my hair with flowers and white curtains sway in a warm breeze; where every morning I wake up and drink a glass of chilled iced tea, drive a car across a continent, kick the dirt, fill my nostrils with the air of the desert and move in with someone, get married, bake cookies, push a stroller, learn to play an instrument, dance a waltz.”

“Vocês acham que alguém vai se lembrar de nós? Quem se lembra daqueles que nunca nasceram, e mesmo assim ainda estão vivos? No sonho, sou um esqueleto dançando junto às biocortinas. Abro a boca e sorrio para mim mesmo com meu queixo saliente. Quero muito ser um bom funcionário, quero fazer boas escolhas. Mas como posso saber se estou seguindo o programa corretamente? Algumas ações podem ter consequências, que em alguns casos só se manifestarão num futuro tão distante que para mim se tornam insondáveis. Devo continuar trabalhando sabendo que minhas ações têm o potencial de neutralizar o programa? Ou o programa me deixa tão assoberbado que, não importa o que eu faça, sempre agirei de acordo com seus comandos? Serei eu a mão do programa? No entanto, existem erros nas atualizações, é bem verdade. Pode não ser essa a intenção do programa. Caso eu, sem me dar conta, execute uma ação que comprometa a boa execução do programa, não conseguirei deixar de me odiar por esse erro. Uma vez que não sei se estou agindo de forma comprometedora, porém, como poderei de fato saber se mereço ser odiado ou não? Devo me odiar antecipadamente? Onde posso descobrir quais ações são contrárias aos comandos do programa? A quem devo procurar para pedir perdão? É preciso submeter algum tipo de formulário? Gostaria de solicitar que providenciassem um material sobre quais ações requerem perdão. Pode ser um pensamento, por exemplo? Um pensamento demasiado ruim? Posso pensar que vocês estão sujeitos a falhas, que há algo de errado com vocês, mas então sinto raiva de mim mesmo e acho que o errado sou eu. Por que todos esses pensamentos me ocorrem se estou aqui sobretudo para executar uma tarefa essencialmente técnica? Por que tenho essas ideias se minha função é, antes de mais nada, aumentar a produtividade? Em que perspectiva esses pensamentos são "produtivos"? Ocorreu algum erro na atualização? Neste caso, gostaria de recomeçar do zero.”

“Acho que vocês me desprezam. A meu ver, vocês são uma família que construiu uma casa. E das salas aconchegantes da casa estão admirando uma chuva torrencial. Sãos e salvos ali dentro, a chuva não afeta seu conforto. Vocês estão secos e aquecidos. Desfrutando o que a vida tem de melhor. Chova o quanto chover, seu bem-estar não será afetado. Já eu estou debaixo dessa tempestade que vocês acham que nunca os atingirá. Me transformei nela, eu sou essa tormenta da qual vocês procuram abrigo. Vocês construíram essa casa justamente para me evitar. Não venham aqui me dizer que não tenho um papel a desempenhar na vida dos humanos.”

“What I miss most from home is shopping. It sounds a bit silly, I know. If ever I couldn’t grasp that something was happening, like when I got the job here and departure time was coming up, I’d go out and buy stuff in preparation for it, and in that way I understood it was for real. I understood impending events through shopping. I understood the circumstances through the items that characterized them. Shopping had a kind of numbing effect on me, and now that it’s no longer something I do, I’ve started having thoughts and feelings that have turned out to be sad.”