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Quote by Lídia Jorge

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Antologia de Contos

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Author

Lídia Jorge

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“La foresta d'argento al di là delle prime quinte. I veli trasparenti. Se si vuole, l'opposto della stanza rossa. Nessuna camera è ancora stata predisposta per la scena. Capelli biondi fatti crescere per anni, al solo scopo di ammaliare. Donne d'oro, dalla pelle bianca sotto fari bianchi. "Cielo, apri aria." "Non è davvero interessante l'audio originale. È la ripetizione che dà voce al senso." La notte le avrebbe baciate sulle sponde del mare di luna. "La bellezza si fa da sé. Tutto il resto lo chiameremo critica." E intanto giravano ancora i ventilatori. La ballerina non ballava, in attesa di un nuovo Io. Le attrici ripetevano le stesse battute, coi capelli all'indietro. Se mancava loro il fiato, c'era comunque il vento.”

“Lampadine blu su alberi di rame nero, scolpiti spogli, come fossero fiori. Oltre le tende, ed il vetro della grande finestra, il porto illuminato. Il regista e la sua assistente siedono poggiati con la schiena su di un tronco freddo, al centro della stanza, immersi nella piccola foresta a cerchio. Le paillette del vestito lungo che il regista ancora indossa riflettono tanti piccoli bagliori blu elettrico, come congelate scintille sul suo corpo modellato da donna. Due calici di vino rosso poggiati per terra nel triangolo di spazio vuoto tra la coscia sinistra di lui e la coscia destra scoperta dell'assistente. Di sottofondo un leggero ronzio, simile a quello di un amplificatore. Le facce placide come nel sonno, se non per gli occhi di entrambi dondoli tra la porta d'ingresso ed i petali di luce sopra le loro teste. Sulla parete opposta alla finestra un letto matrimoniale con coperte a rombi bianco perla. "È stata una bella giornata, come di primavera" dice a bassa voce il regista, con la voce resa grave dal vino. "Qualcosa ti ha ispirato?" "Le ombre, per adesso, sotto alla giostra." "Qualcosa ti turba?" Il regista non risponde, guarda il blu sulle sue ginocchia. "Il trenino è stato fantastico. Ho riso molto, ma ho anche pianto." "Tutti mi chiedono della stanza rossa.”

“Para servir de isca aos peixes. Se não nutrir mais nada, nutrirá minha vingança. Ele me desgraçou, prejudicou-me em meio milhão; riu-se das minhas perdas, caçoou dos meus lucros, escarneceu minha estirpe, atrapalhou meus negócios, esfriou minhas amizades, afogueou meus inimigos; e por que razão? Eu sou judeu. Um judeu não tem olhos? Um judeu não tem mãos, órgãos, dimensões, sentidos, afeições, paixões? Não é alimentado pela mesma comida, ferido pelas mesmas armas, sujeito às mesmas doenças, curado pelos mesmos meios, esquentado e regelado pelo mesmo verão e inverno, tal como um cristão? Quando vós nos feris, não sangramos nós? Quando nos divertis, não nos rimos nós? Quando nos envenenais, não morremos nós? E se nos enganais, não haveremos nós de nos vingar? Se somos como vós em todo o resto, nisto também seremos semelhantes. Se um judeu enganar um cristão, qual é a humildade que encontra? A vingança. Se um cristão enganar um judeu, qual deve ser seu sentimento, segundo o exemplo cristão? A vingança, pois. A vileza que me ensinais eu executo, e, por mais difícil que seja, superarei meus mestres.”

“RATO: E adianta muito, eu me doer por ti? Bereco, eu não conto. Nem eu, nem tu, nem ela. As coisas acontecem sem a gente poder miar. A vontade da gente não conta. Nunca contou. Se os homens vão te apagar, não adianta eu estrilar. Ninguém vai dar pelota. Tu que é tu não vai ter chance. Vai pro beleléu e e fim. Se acaba. E fica por isso mesmo. Nenhum puto vai perder o sono por teu presunto.”

“Yet, the work was not complete. Next, citing Bond’s veranda and our subsequent construction of it as an example, Sanjit elaborated on the thought which he had previously teased, but not fully explained: that when a reader reads, the reader constructs a setting and world and is able to view themselves through this world. However, he also added that when we read, we are not only able to see our constructed world, but to evaluate our constructed world. This is how, Sanjit would argue, we influence and better ourselves, even if unintentionally; for by pausing and analyzing our constructions we may be able to identify our assumptions about people, places, or things. And it is in this way that books may be an expressed form of art, not just for the writer, but also for the reader.”

“I've never needed you, Keita ... But I've always wanted you. More than anything, I've wanted you ... You're not a need, Keita, you're not an obligation to me. What you are is my happiness, my delight. When I didn't believe that there was good in the world, there was you. You're my comfort and joy, and I hope I'm the same for you.”

“Então é preciso embrutecer essa sociedade de tal forma, que aí eu acho que realmente só o refinamento dos meios de comunicação, dos meios de publicidade, de um certo paisagismo urbano, que disfarça a favela, que joga, que esconde as coisas ao mesmo tempo, a volúpia do luxo, da grande construção, das belas vivendas – tudo isso é que pode transformar o homem numa pessoa interessada não na sociedade brasileira, mas em quantos metros quadrados tem o apartamento dele em relação ao vizinho. A sociedade brasileira está sendo um pouco reduzida a isso: à ambição individual da ascensão social como um valor supremo reduzido num setor muito pequeno.”

“O que nós somos? Nós não somos porra nenhuma, somos é explorados. Diariamente tiram tudo da gente. Então esta descoberta do subdesenvolvimento a classe dominante tem que tomar conhecimento dela diariamente. Tem que saber dela. O instrumento que ela usa, publicidade, ao mesmo tempo é deformante; a matéria-prima da publicidade, a matéria-prima da classe dominante hoje em dia, é a insatisfação. Você ser classe dominante é ao mesmo tempo ter que promover a insatisfação. É verdade que um determinado tipo de insatisfação. Você não poder mais ser letárgico, não poder mais ser cabisbaixo e aceitante, mas ter que ser interventor, cria muitas contradições e muitas fissuras dentro do processo das classes dominantes e dos processos culturais, o processo em geral, da sociedade subdesenvolvida e do Brasil em particular. Eu acho que é nessas fissuras, nesses rachas, nessas incoerências, nessas incongruências, que o intelectual deve atuar e desenvolver seu trabalho.”