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Quote by Ursula K. Le Guin

“They have no gods. They work magic, and think they are gods themselves. But they are not. And when they die, they (...) become dust and bone, and their ghosts whine on the wind a little while till the wind blows them away. They do not have immortal souls.”

Quote by Ursula K. Le Guin

Work

The Tombs of Atuan

This book is a fantasy narrative that delves into the life of a young girl who becomes entangled in a mysterious and ancient ritual on a remote island. The story revolves around her struggle with her past and her quest to uncover the secrets of the island's sacred tombs. more

Author

Ursula K. Le Guin
Ursula K. Le Guin

Ursula K. Le Guin, born on October 21, 1929, is an esteemed American author of science fiction and fantasy. Known for her profound philosophical insights, rich imagination, and unique narrative style, Le Guin's works have won numerous literary awards and have had a significant impact on science fiction and fantasy literature. Her most famous works include the 'Earthsea' series and 'The Left Hand of Darkness', which have won her awards such as the Nebula and Hugo Awards, and she has also received the National Book Award for lifetime achievement for her contributions to literature. more

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“era noites de em vigílias, assim fomos deambulando pelos musseques da cidade, Marçal, Sambila, Kazenga, Golfe, Katambor e nos musseques, era levar a revolução a todos os cantos que faziam no fundo o mesmo espaço, quer dizer, me explico, para nós os musseques eram um todo, o espaço único, por isso lutar no Sambila ou no Rangel era a mesma coisa, era lutar a mesma causa, os musseques eram afinal o musseque, a nossa terra sofrida, o nosso chão, a nossa vida partilhada, assim, quando um negro era assassinado no Kazenga eu lhe sentia no fundo de mim, eu me sentia morrer, tu sabes, Saiundo, o que é sentir a morte de um quem querido morrer em nós?, se morrer-se?, é difícil explicar o sentimento que se sente nessas ocasiões, o sentimento só existe se sentindo, explicar o sentimento não é o mesmo que senti-lo, só o sentir pode ser explicar tudo, assim, apesar de morar no Rangel, eu queria ser como Che, um combatente internacionalista dentro do espaço do musseque repartido em vários espaços onde que era preciso defender as populações da sanha assassina, lhes levar um pouco de conforto, compreendo a pergunta que queres fazer, como internacionalista, né?, o termo internacionalista talvez não seja o mais adequado porque a minha luta apesar de ser feitas em várias frentes era dentro do território nacional, da cidade de Luanda, mas o que eu queria dizer é que eu gostaria de ser um combatente vagueante como o Che, não vadio, vágil também não, mas vagueante, com rumo e objectivos bem definidos, quer dizer , um homem de as muitas terras, rios e margens, de muitas bandeiras e de uma só bandeira – a bandeira da humanidade –, um caminhante de muitos caminhos, um homem pronto a lutar por uma causa em qualquer chão, percebes?, meu amigo, das populações negras, o que eu recebi por esse esforço?, meu amigo tudo ou nada, quer dizer a recompensa moral, a fama e a glória de ser chamado de o comandante Quinito, eu mesmo, o mais maus de todos, o justiceiro, o defensor dos desprotegidos, quem que ajustava as contas com o ruim, o mais que mau, o qual trouxe respeito e consideração nos musseques”