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Quote by Daniel Faria

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Daniel Faria

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“-Maurice, vou agora durante uns momentos falar contigo como se fosse o teu pai! Vou tratar-te pelo teu nome. - Depois, de maneira simples e com bondade, abordou o mistério do sexo. Falou do homem e da mulher, criados por Deus no início para que a terra fosse povoada, e do período em que homem e mulher recebem os seus poderes. - Só agora é que estás a tornar-te um homem, Maurice; por isso te falo disto. (...) [O rapaz] Estava atento, como era natural, dado que era o único na aula, e sabia que o assunto era sério e se relacionava com o seu próprio corpo. Mas não conseguia identificar-se com ele; caía aos bocados assim que Mr Ducie o juntava, como uma soma impossível. Tentou em vão. A sua mente entorpecida recusava-se a acordar. A puberdade estava ali, mas não a inteligência, e a virilidade aproximava-se sub-repticiamente, tal como deve ser, no meio de um transe. É inútil descrevê-lo, por mais científico e compassivo que se seja, O rapaz consente e é de novo arrastado para o sono, donde só é seduzido quando é chegada a sua hora. (...) -Depois vêm as coisas grandes - o Amor, a Vida. (...) Falou do homem ideal - puro de ascetismo. Traçou a beleza da Mulher. (...) -Amar uma mulher digna, protegê-la e servi-la - isto, disse ao rapaz, era o auge da vida. (...) Tudo tem um sentido...tudo; e Deus está no seu céu, tudo está bem na terra. Homem e mulher! Que maravilha! -------------------------------- Mr Ducie (professor) e Maurice p.15-16, MAURICE, E.M. FORSTER”

“Defendamo-nos de dizer que há leis na natureza. Existem apenas necessidades: não existe ninguém que comande ou obedeça, ninguém que infrinja. Quando souberdes que inexistem fins, sabereis igualmente que inexiste acaso; pois, unicamente sob um mundo de fins é que a palavra “acaso” toma sentido. Excusemo-nos de dizer que a morte é o contrário da vida. A vida não passa de uma variedade de morte e variedade mui rara. Defendemo-nos de acreditar que o mundo cria incessantemente o novo. Inexistem substâncias eternamente duráveis; a matéria é um engano semelhante ao deus dos eleatas. Quando acabaremos com nossos cuidados e nossas precauções? Quando deixaremos de ser obscurecidos por todas essas sombras de Deus? Quando teremos despojado dos atributos divinos a natureza? Quando teremos direito, nós homens, de nos tornarmos naturais, com a natureza pura, reencontrada, liberada?”

“NADA FAZ SENTIDO. Não procure sentido nas coisas. Eles não estão lá. É você que os atribui àquilo de que toma conhecimento ou que vivencia. Uma derrota ou uma conquista não são um recado dos deuses ou um ardil do destino. Não querem dizer coisa alguma — e, se parecem dizer, isso não passa de uma interpretação que você mesmo lhes dá —, já que, em si, as coisas são apenas indiferença e silêncio. Não perca, pois, seu tempo precioso à procura de sinais em tudo a seu redor. Busque interpretar os acontecimentos, aqueles que sangram e os que fazem sorrir, como experiências amadurecedoras. Ah, sim! E o mais importante: viva!”