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Quote by Nicolau Maquiavel

“E os desejos dos povos livres raras vezes são perniciosos à liberdade, porque eles nascem ou de serem oprimidos, ou da suspeita de vir a sê-lo.”

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Nicolau Maquiavel

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“A Odebrecht não era a única a agir assim. Praticamente todas as grandes construtoras tinham seu canal privilegiado com PC — OAS, Andrade Gutierrez e Cetenco estavam entre as mais próximas. E não só empreiteiras, mas também laboratórios farmacêuticos, montadoras de automóveis, mineradoras, empresas de ônibus. Havia esquemas para todos os gostos e necessidades. E um punhado de operadores, como o secretário de Assuntos Estratégicos Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, o secretário particular, Cláudio Vieira, o secretário-geral, Marcos Coimbra, ou Lafaiete Coutinho, presidente da Caixa Econômica Federal. Todos, claro, prestando contas a PC Farias. Aos empresários mais chegados — incluindo os executivos da Odebrecht —, o primeiro-amigo costumava dizer que o presidente da República lhe impusera uma meta: “O Collor quer ganhar do Quércia, que juntou 1 bilhão com a política”. Isso até o dia em que um dos mandachuvas da construtora foi visitar PC na casa que ele mantinha em São Paulo, no bairro do Morumbi, para “reuniões de negócios”. Ao rememorar o episódio anos depois, em uma entrevista, o empresário contou que chegou no final da manhã de um dia de semana e encontrou PC confraternizando com um grupo de pessoas, chacoalhando o copo de uísque à vontade e entre risadas. “PC, que diabo é isso aí?!”, ele foi perguntando, enquanto o outro lhe estendia um copo. “Estamos comemorando 1 bilhão de dólares de arrecadação.” Mais intrigado do que espantado, o empreiteiro fez de cabeça umas contas rápidas. “Mas com o que nós [as construtoras] lhe pagamos ainda não pode ter dado para juntar isso tudo.” PC riu. “Vocês são bestas, vocês são merda! Nossa maior fonte [de propinas], sabe qual é? As telefônicas! A quantidade de equipamentos que essas telefônicas têm de comprar é uma enormidade!”, respondeu PC, ligeiramente satisfeito por ensinar o pai-nosso ao vigário.5 No Rio de Janeiro, o presidente da estatal de telefonia, indicado por PC, era um jovem economista chamado Eduardo Cunha.”

“El mero concepto de un organismo de control me revuelve el estómago tanto como los idiotas que pueden defender un sistema basado en la vigilancia perpetua. Nadie vigila nunca en verdad. Es otra ilusión de verificación imposible. Solo aquellos con las capacidades, medios y conocimientos específicos pueden auditar algo así. ¿Qué queda entonces para todo el resto? Confiar ciegamente.”

“Dotado de hábil pragmatismo e de impressionante paciência histórica, preferia deixar suas opções políticas sempre em aberto, na expectativa de que o tempo oferecesse a oportunidade propícia para deliberações mais seguras ou até mesmo para futuras conciliações, por mais improváveis que estas aparentassem ser no momento.”

“Getúlio acendeu um charuto da marca Poock, de fabricação gaúcha, soltou uma baforada azulada e, depois de alguns segundos meditativo, respondeu: “Deves ter ouvido dizer que a política se assemelha a um jogo de xadrez. Indiscutivelmente, em alguns pontos se assemelham. Por exemplo: eu sou uma pedra que foi movida da posição que ocupava. E eles pensam que vou permanecer aonde me colocaram. É o grande erro deles. Não sabem que vamos começar um novo jogo — e com todas as pedras de volta ao tabuleiro.”

“Los historiadores de las ideas atribuyen fácilmente a los filósofos y a los juristas del siglo XVIII el sueño de una sociedad perfecta; pero ha habido también un sueño militar de la sociedad; su referencia fundamental se hallaba no en el estado de naturaleza, sino en los engranajes cuidadosamente subordinados de una máquina, no en el contrato primitivo, sino en las coerciones permanentes, no en los derechos fundamentales, sino en la educación y formación indefinidamente progresivas, no en la voluntad general, sino en la docilidad automática.”

“Se desarrolla entonces toda una problemática: la de una arquitectura que ya no está hecha simplemente para ser vista (fausto de los palacios) o para vigilar el espacio exterior (geometría de las fortalezas) sino para permitir un control interior, articulado y detallado (...); en términos generales, la de una arquitectura que habría de ser un operador para la transformación de los individuos: obrar sobre aquellos a quienes abriga, permitir apresar su conducta, conducir hasta ellos los efectos del poder, darlos a conocer, modificarlos.”