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Quote by Mario Benedetti

“Un día llegará en que las guerras no tendrán ni un cristiano a quien matar la soledad del mundo/ ese bochorno se expresará en un solo aburrimiento los mansos pizarrones de wall street quedarán fijos en un cambio inútil y nadie habrá para joder a nadie.”

Quote by Mario Benedetti

Work

El mundo que respiro

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Author

Mario Benedetti
Mario Benedetti

Mario Benedetti was an Uruguayan journalist, writer, and poet. His works, which extensively covered political, social, and cultural issues, were beloved by readers in Uruguay and throughout Latin America. more

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“—La televisión, amigo Daniel, es el Anticristo y le digo yo que bastarán tres o cuatro generaciones para que la gente ya no sepa ni tirarse pedos por su cuenta y el ser humano vuelva a la caverna, a la barbarie medieval, y a estados de imbecilidad que ya superó la babosa allá por el pleistoceno. Este mundo no se morirá de una bomba atómica como dicen los diarios, se morirá de risa, de banalidad, haciendo un chiste de todo, y además un chiste malo.”

“Si me detuviera a recordar cómo te sientes cuando te agazapas bajo el fuego de las ametralladoras, sin nada que se interponga frente a las balas salvo tu casco y tus manos entrelazadas en la nuca; si me detuviera a recordar la cantidad de kilómetros que recorrimos penosamente sólo para ver cómo los chicos de delante pisaban una mina; si me detuviera a recordar cómo me agachaba en la oscuridad, sin saber si el silbido de la siguiente bomba llevaría mi nombre; si me detuviera a recordar los comentarios en voz baja de los muchachos de alrededor, que no sabían que yo había estado allí arriba, haciendo mi trabajo…, la verdad es que no conseguiría seguir adelante. Tengo que repetirme a mí mismo que volveré a estar contigo en un abrir y cerrar de ojos. No puedo hacer más.”

“No entanto era o Vimeiro que não lhe saía da cabeça… O fumo dos mosquetes em disparos contínuos, apenas atrasados pelo recarregamento da pólvora. Os gritos de homens cujos projécteis se lhes iam alojar no ombro. As balas de metralha a silvar-lhes sobre as cabeças. As barbas dos portugueses, já de si escurecidas, manchadas de sangue. Os olhos e as palavras atabalhoadas dos homens de farda castanha que, completamente despreparados para a violência, tinham tombado. E ele vencera – a facção dele, anglo-saxónica, vencera. Vencera e os outros tinham retirado do campo de batalha, deixando-os a mexericar nos bolsos dos soldados que estavam desfigurados, a tentar interceptar alguma missiva importante que algum transportasse ou, simplesmente, como é muito natural ao homem, a tentar distinguir o reluzir de ouro aqui ou ali. Algumas correntes e relógios de patentes mais elevadas fizeram o dia aos vitoriosos, que voltaram a montar valorosamente os seus corcéis e partiram do campo de Batalha, com o brande em mente e o sangue pregado ao linho das camisas. Quanto a ele, continuava a ver a areia do solo árido de verão a espumar ao contacto do sangue quente. Via olhos vítreos e ouvia últimos sopros. Um soldado francês tinha-se-lhe agarrado ao braço e murmurara, apenas, o nome da provável noiva antes de se deixar morrer. Melhor assim, ou um qualquer inglês lhe dispararia uma última bala entre os olhos, que era também o que era esperado de si. Agoniado com o massacre, de boca seca e perguntando-se como poderia Napoleão enviar homens para aquele triste fim… deu-se conta de outra questão. Que faria, efectivamente, a Inglaterra ali? Porquê prestarem-se àquele desconforto, àquela bestialidade, para cumprirem uma velha aliança? Não haveria uma segunda intenção em toda essa generosidade?”