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Quote by Annie Ernaux

“Porque por encima de todas las razones sociales y psicológicas que pueda encontrar a lo que viví, hay una de la cual estoy totalmente segura: esas cosas me ocurrieron para que diera cuenta de ellas. Y quizás el verdadero objetivo de mi vida sea este: que mi cuerpo, mis sensaciones y mis pensamientos se conviertan en escritura, es decir, en algo inteligible y general, y que mi existencia pase a disolverse completamente en la cabeza y en la vida de los otros (1999, pp. 114-115)”

Quote by Annie Ernaux

Work

Happening

In this novel, the author delves into the complex nature of chance and its impact on human lives, weaving together a narrative that examines the unpredictable and often unforeseen events that shape our existence. more

Author

Annie Ernaux
Annie Ernaux

Annie Ernaux, born on September 1, 1940, is a renowned French writer known for her autobiographical novels. Her works delve into the relationship between personal memory and history, as well as the impact of social class on individual destiny. more

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“«Portanto não foi produto do acaso, nem da minha intuição, nem sequer da minha liberdade», podem pensar, «mas pelo contrário havia coerência e propósito em tudo quanto ia fazendo, que honra ficar a saber mas também que maldição. Porque agora não tenho outro remédio senão ater-me a isso e alcançar de todas as vezes esse malfadado nível para não desmerecer de mim mesmo, que desastre, que enorme esforço, e quanta desolação para o meu trabalho». E isso mesmo pode acontecer a qualquer um, ainda que nem o seu trabalho nem a sua personalidade sejam públicos, basta que oiça uma explicação plausível das suas inclinações ou do seu proceder, uma encantatória descrição dos seus actos ou uma análise do seu carácter, uma valoração do seu método - saber que isso existe, ou lhe é atribuído -, para que qualquer um perca o seu bendito rumo variável, imprevisível, incerto, e com isso a sua liberdade. Tendemos a pensar que há uma ordem oculta que desconhecemos e também uma trama da qual quisémos fazer parte consciente, e se desta vislumbramos um único episódio que nos dê azo ou assim o pareça, se percebemos que nos incorpora um instante na sua débil roda, então é fácil que já não saibamos voltar a ver-nos arrancados dessa trama entrevista, parcial, intuída - uma figuração -, nunca mais. Nada pior que procurar o sentido ou acreditar que o há. Ou então havê-lo-ia, pior ainda: acreditar que o sentido de uma coisa, ainda que seja do pormenor mais insignificante, dependerá de nós ou das nossas acções, do nosso propósito ou da nossa função, acreditar que há vontade, que há destino, e inclusivamente uma trabalhosa combinação de ambos. Acreditar que não nos devemos inteiramente ao mais errático e desmemoriado, divagatório e descabelado acaso, e que alguma coisa consequente se pode esperar de nós em virtude do que já demos ou fizemos, ontem ou anteontem. Acreditar que pode haver em nós coerência e deliberação, como o artista acredita que as há na sua obra ou o poderoso nas suas decisões, mas só uma vez que alguém os convenceu de que as há.”

“But for anyone out there whose life is being ruined by an active addict right now, please allow me to say the one thing that I don’t think gets said strongly enough or often enough: it’s okay for you to leave them. Don’t get me wrong: Addicts are precious and suffering children of God, and they do not deserve your contempt. But if you can ever save yourself from one—run. It’s okay for you to leave them. That’s what Rayya used to tell me, anyway, back when she was sober—or at least semisober. It has nothing to do with love, she said. Nothing to do with loyalty. Of course you love them, and you will always love them! But having the courage to cut off contact with an active addict is often the only way to survive their rampages—and it just might be the wake-up call that the addict needs, too.”

“De un administrador de inmuebles que se mató me decían un día que había perdido a su hija hacía cinco años, que desde entonces había cambiado mucho y que esa historia "lo había minado". Imposible desear una palabra más exacta. Comenzar a pensar es comenzar a estar minado. La sociedad no tiene mucho que ver con estos comienzos. El gusano se encuentra en el corazón del hombre. Allí hay que buscarlo. Es preciso seguir y comprender el juego moral que lleva de la lucidez frente a la existencia a la evasión fuera de la luz.”

“¿Cuál es, pues, ese incalculable sentimiento que priva al espíritu del sueño necesario para su vida? Un mundo que podemos explicar, aunque sea con malas razones, es un mundo familiar. Pero en cambio, en un universo privado de pronto de ilusiones y de luces, el hombre se siente extranjero. Es un destierro sin remedio, pues está privado de los recuerdos de una patria perdida o de la esperanza de una tierra prometida. Ese divorcio entre el hombre y su vida, el actor y su decorado, es propiamente el sentimiento de lo absurdo. Y omo todos los hombres sanos han pensado en el suicidio, cabe reconocer, sin más explicaciones, que hay un lazo directo entre ese sentimiento y la aspiración a la nada.”