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The Year of Magical Thinking

Book by Joan Didion · 37 quotes · Grief, Death, Magical Thinking

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The Year of Magical Thinking Quotes

“It occurs to me as I write that this "white light," usually presented dippily (evidence of afterlife, higher power), is in fact precisely consistent with the oxygen deficit that occurs as blood flow to the brain decreases. "Everything went white," those whose blood pressure has dropped say of the instant before they faint.”

“People who have recently lost someone have a certain look, recognizable maybe only to those who have seen that look on their own faces. I have noticed it on my face and I notice it now on others. The look is one of extreme vulnerability, nakedness, openness. It is the look of someone who walks from the ophthalmologist's office into the bright daylight with dilated eyes, or of someone who wears glasses and is suddenly made to take them off. These people who have lost someone look naked because they think themselves invisible. I myself felt invisible for a period of time, incorporeal. I seemed to have crossed one of those legendary rivers that divide the living from the dead, entered a place in which I could be seen only by those who were themselves recently bereaved. I understood for the first time the power in the image of the rivers, the Styx, the Lethe, the cloaked ferryman with his pole. I understood for the first time the meaning in the practice of suttee. Widows did not throw themselves on the burning raft out of grief. The burning raft was instead an accurate representation of the place to which their grief (not their families, not the community, not custom, their grief) had taken them.”

“Quem sofre a perda de uma pessoa amada pensa muito a respeito da autopiedade. Nós nos preocupamos com ela, a tememos, vasculhamos nossos pensamentos em busca de sinais dela. Temos medo de que nossas reações denunciem a condição descrita, de forma reveladora, como “remoer o sofrimento”. Compreendemos a aversão que a maior parte de nós tem a “remoer o sofrimento”. O luto visível nos lembra a morte, o que é considerado antinatural, uma incapacidade de lidar com a situação. “Uma única pessoa está ausente, mas o mundo inteiro parece vazio”, escreveu Phillipe Ariès a respeito dessa aversão em História da morte no Ocidente. “Mas uma pessoa não tem mais o direito de dizê-lo em voz alta.” Lembramos a nós mesmos, repetidas vezes, que nossa própria perda não é nada se comparada à perda vivenciada (ou, ainda pior, não vivenciada) por aquele que morreu; essa tentativa de corrigir o pensamento serve apenas para nos fazer mergulhar ainda mais nas profundezas da autopiedade. (Por que não enxerguei isso, por que sou tão egoísta?) A própria linguagem que usamos, quando pensamos na autopiedade, revela a profunda repulsa que sentimos por ela: autopiedade é sentir pena de si mesmo, autopiedade é chupar dedo, autopiedade é ah,coitadinho de mim, autopiedade é o estado que se permitem, ou do qual até mesmo se comprazem, aqueles que sentem pena de si mesmos. A autopiedade permanece ao mesmo tempo o mais comum e o mais universalmente abominado de nossos defeitos, sua destrutividade pestilenta aceita como algo inevitável. “Nosso pior inimigo”, dizia Hellen Keller. Nunca vi um animal selvagem/ sentir pena de si mesmo, escreveu D.H. Lawrence em uma homilia de quatro versos muito citada que, quando analisada, se revela cheia de significados tendenciosos. Um pequeno pássaro cairá morto de um galho, congelado,/ sem nunca ter sentido pena de si mesmo.Isso pode ser o que Lawrence (ou nós) preferia acreditar em relação aos animais selvagens, mas consideremos os golfinhos, que se recusam a comer depois da morte do parceiro. Consideremos os gansos, que procuram pelo parceiro perdido até ficarem desorientados e morrerem. Na verdade, quem sofre essa perda tem razões urgentes, até mesmo uma necessidade urgente, para sentir pena de si mesmo. Maridos saem de casa, esposas saem de casa, divórcios acontecem, mas esses maridos e essas esposas deixam para trás teias de associações intactas, por mais amargas que sejam. Apenas aqueles que sobrevivem a uma morte ficam de fato sozinhos. As conexões que constituíam sua vida — tanto as profundas quanto as aparentemente insignificantes (até serem rompidas) — desaparecem por inteiro.”

“O poder que a dor de perder uma pessoa querida tem de perturbar a mente já foi exaustivamente investigado. O ato de sofrer por essa perda, nos disse Freud em Luto e melancolia, de 1917, “envolve um grande desvio da atitude normal em relação à vida”. No entanto, observou ele, essa dor permanece peculiar entre os transtornos: “Nunca nos ocorre encará-la como uma condição patológica e submetê-la a tratamento médico.” Em vez disso, nos apegamos ao fato de que “ela será superada depois de um lapso de tempo”. Encaramos “qualquer interferência em relação a ela como inútil e até mesmo prejudicial”. Melanie Klein, em seu texto de 1940, “O luto e sua relação com os estados maníaco-depressivos”, fez uma avaliação semelhante: “A pessoa que experimenta o luto está, na verdade, doente, mas como esse estado mental é tão comum e nos parece tão natural, não chamamos o luto de doença [...] Para expressar minha conclusão de maneira mais precisa: devo dizer que, durante o luto, o sujeito passa por um estado maníaco-depressivo modificado e transitório, que vai superar.” Note a ênfase em “superar”.”

“De nabestaande moet worden aangemoedigd 'te gaan zitten in een zonnig vertrek', bij voorkeur met een open haard. Er mag eten, maar 'in zeer kleine hoeveelheden', worden aangeboden op een dienblad: thee, koffie, bouillon, wat toast, een gepocheerd ei. Melk mag ook, maar alleen warme: 'Koude melk is slecht voor iemand die toch al onderkoeld is.' Wat de overige voeding betreft: 'De kok kan iets voorstellen wat doorgaans heel lekker wordt gevonden - maar er dient heel weinig tegelijk te worden geserveerd, want de maag mag wel leeg zijn, de tong verwerpt de gedachte aan eten, en de spijsvertering laat zeker te wensen over.' De rouwende wordt aangeraden zuinig aan te doen bij de aanschaf van rouwkleding: de meeste reeds bestaande kledingstukken, en ook leren schoeisel en strohoeden, 'laten zich volmaakt zwart verven'. De te maken kosten moeten vooraf worden berekend. Tijdens de begrafenis dient er een vriend achter te blijven in het huis. Deze moet ervoor zorg dragen dat het gelucht wordt, dat verplaatst meubilair weer wordt teruggezet en de haard wordt aangestoken om de familie te verwelkomen. 'Het verdient ook aanbeveling wat thee of een soepje klaar te maken,' laat mevrouw Post ons weten, 'en dat dient hun bij thuiskomst te worden gebracht zonder eerst te vragen of ze het believen. Mensen die veel verdriet hebben willen niet eten, maar als ze het krijgen voorgeschoteld zullen ze het automatisch aannemen, en iets warms om de spijsvertering op gang te brengen en de gebrekkige bloedsomloop te stimuleren is wat ze bovenal behoeven.”