Quotessence
Home / Quotes / Quote by Fernando Pessoa

Quote by Fernando Pessoa

Work

The Book of Disquiet: The Complete Edition

The Book of Disquiet is a seminal work by Portuguese poet and writer Fernando Pessoa, featuring a series of personal and philosophical essays, letters, and poems. It is considered a cornerstone of modernist literature, offering a deep and introspective look into the author's thoughts and experiences. more

Author

Fernando Pessoa
Fernando Pessoa

Portuguese poet known for his unique narrative style and rich inner world. Fernando Pessoa is considered one of the most influential writers of the 20th century, and his works are still widely studied and discussed today. more

You May Also Like

“Me enredé entre mis sombras y dejé de entenderme con los otros. No hay dolor más extraño y profundo que el de yo sin sentido cuando el ser entero se convierte en un grito y se vuelca en sí mismo, en visiones internas, deforme y maniatado por sus propias pasiones. Yo vengo del dolor que vibra en la locura y del llorar sin límites a solas y como un Van Gogh de fuego penetro a la orilla del río en donde toda la vida se sintió sin destino. Lentamente la fiebre me alejó de los seres y entre mis propias fraguas la verdad fue surgiendo del dolor solitario de un testigo del tiempo. Y aún deberé escribir una memoria con la verdad de los olvidados.”

“E se eu lhe enviasse telegrama? Ou uma carta registada; sem qualquer assinatura, com as palavras feitas a partir de recortes de jornais. «Não posso», compreendeu então; «nunca o poderei fazer. Lamento muito, Louis Runcible; os laços são demasiadamente fortes. As ligações são demasiadamente longas, apertadas. Interiorizei-as e agora agem como se fossem parte de mim; vivem aqui bem dentro de mim. Para toda a vida. Agora e para sempre. » Caminhou sem pressa, sentindo como que uma membrana de torpor a acompanhá-lo, pairando por sobre si enquanto avançava pelo corredor afastando-se da cabine. De volta ao seu escritório. Como se nada tivesse acontecido. E nada acontecera. Era a pura e límpida verdade: nada, mesmo nada. Portanto, a coisa avançaria sozinha. Forças que ele não compreendia, substâncias mais remotas, escapando, quais borboletas, à sua percepção; sombras que cruzavam o céu da sua vida sem deixarem rasto, sem deixarem qualquer sensação; sentia-se cego, receoso e impotente. E mesmo assim continuava a avançar. Pois era natural. E pensado para si não havia mais nada a se fazer. E à medida que ele ia caminhando, aquilo também se movia. Se agitou; ele sentia-o avançar. Avançando de um modo inexorável, em linha reta.”