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Quote by Filipe Russo

Work

Caro Jovem Adulto

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Author

Filipe Russo

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“Ivanov had been a party member since 1902. Back then he had tried to write stories in the manner of Tolstoy, Chekhov, Gorky, or rather he had tried to plagiarize them without much success, which led him, after long reflection (a whole summer night), to the astute decision that he should write in the manner of Odoevsky and Lazhechnikov. Fifty percent Odoevsky and fifty percent Lazhecknikov. This went over well, in part because readers, their memories mostly faulty, had forgotten poor Odoevsky (1803-1869) and poor Lazhechnikov (1792-1869), who died the same year, and in part because literary criticism, as keen as ever, neither extrapolated nor made the connection nor noticed a thing.”

“O outono é uma passagem, um tempo de esvaziamento: da luz no céu, do calor no ar, das folhas nas árvores e plantas. O inverno que se segue é um estado, nele é a imobilidade que impera. A terra endurece, a água gela, a neve cobre o chão. Que este estado por vezes se represente como um rei, deve-se talvez à sensação de que a imobilidade é algo imposto, algo que vem de fora e que é imposto pela força à paisagem.”

“maginaos una total ausencia de calor: una negación completa de vida; la cesación absoluta de todo movimiento; la muerte como forma del ser, y aún no habréis formado idea exacta de aquel mundo cadáver...; o más que cadáver, puesto que no se corrompía ni se transfiguraba, y no daba, por consiguiente, pasto a los gusanos, ni abono a las plantas, ni elementos a los minerales, ni gases a la atmósfera. Era el caos sin el embrión del universo; era la nada bajo la apariencia de hielos seculares.”

“Planícies de oliveiras num horizonte azulíssimo. Tamanho é o frio que não se formam nuvens, será isso. Estamos a ir para Campo Criptana, desde o século XVI terra de moinhos, daqueles redondos e brancos com velas negras. Foi aqui que Quixote os combateu. Eram 30 ou 40 contra um. Agora são dez, no cimo de uma colina, com a aldeia aos pés. Deixamos o carro junto ao mais alto, e quando saímos é como se nos dessem um golpe na cabeça. Já estava frio, mas agora está frio com pazadas de vento. Nem na Sibéria, em dezembro, me doeu tanto. Avançamos com os cachecóis por cima da cara e as mangas puxadas até a ponta dos dedos, a segurar caderno e caneta. — Está ali um homem – gritas tu. — Vamos lá – grito eu. O homem são dois, Anastasio e Crisanto, nomes que quem-nos-dera, mesmo Cervantes chamava-lhes um figo. Um tem 75, o outro 68 e sentam-se como na praia ao poente. De tanto para aqui virem, o vento já nem lhes toca. Este é o melhor moinho de todos, dizem eles, “nem demasiado largo, nem torto.” Chama-se Burleta. Os velhos do mar têm barcos. Os velhos de Campo Criptana têm moinhos.”