“Isso é mais uma coisa que aprendi com o tempo, sabe? O bem e o mal não existem! Quer dizer, existir até que existem, mas apenas no contexto de uma pergunta importante: bem ou mal para quem? A questão é que tudo depende do ponto de vista, entende, filho? Pense numa partida de futebol, por exemplo. A vitória é ótima para o time que vence, mas a mesma vitória é amarga para quem perde. Não é?
Agora, imagine que jogadores dos dois times sejam entrevistados para falar da partida. Os que ganharam com certeza elogiarão a atuação do seu time, enfatizarão a importância dos pontos obtidos com a vitória. No entanto, o jogador do time que perdeu reclamará dos erros da equipe, das condições desfavoráveis do gramado, descerá o pau na arbitragem e coisa e tal. No fim, para uns o resultado terá sido justo, enquanto outros tenderão a se sentir injustiçados. As coisas são sempre assim. Nossa visão depende sempre do lado em que estamos.”
Source: Em memória
“Os homens tiveram todas as vantagens em relação a nós no que diz respeito a contar sua versão da história. Eles tiveram uma educação muito mais refinada; a pena sempre esteve em sua mão.”
Source: Persuasion
“- A história, a história solene e real, não me interessa nada. E a si?
- Eu adoro a história.
- Como a invejo! Li um pouco de história, por dever; mas nela só encontro motivos de irritação ou de aborrecimento: querelas de papas e de reis, guerras e pestes em cada página, homens que não valem grande coisa, e quase nenhumas mulheres - é muito fastidioso!”
Source: Northanger abbey
“Adaptar-me-ia dificilmente a um mundo sem livros, mas a realidade não está ali, porque eles não a contêm inteira.”
Source: Memoirs of Hadrian
“Há dois deveres em relação à nossa arquitetura nacional cuja importância é impossível superestimar: o primeiro, tornar a arquitetura atual, histórica; e o segundo, preservar, como a mais preciosa de todas as heranças, aquela das épocas passadas. É em relação à primeira dessas duas orientações que a Memória pode ser verdadeiramente considerada como a Sexta Lâmpada da Arquitetura.”
Source: The Lamp of Memory
“So, embrace your journey. Forge your path. Don’t wait for permission to claim your worth. The world is waiting for you to shine your light, share your unique gifts, and build a legacy that is solely yours.”
Source: Humanism from the Heart: Building Bridges Beyond Belief
“o jeito mais simples de se destituir uma pessoa é contar sua história e colocá-la em segundo lugar.”
Source: Quem tem medo do feminismo negro?
“A história é fundamental, uma vez que são os processos históricos que, através da deriva institucional, geram as diferenças que podem vir a tornar-se importantes durante as conjunturas críticas. Estas são, em si mesmas, pontos de viragem históricos. E os círculos vicioso e virtuoso implicam que é necessário estudarmos a história, para compreendermos as diferenças institucionais que se estruturaram historicamente.”
Source: Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty
“A gente vive para a frente, mas compreende para trás, ninguém na época disse “Oba, começou a Renascença!”
Source: Verissimas: Frases, reflexões e sacadas sobre quase tudo
“Um ponto com o qual eles concordavam, era a vantagem que a história tinha para saber como se faziam as coisas. Uma cena, natural ou cultural, por mais detalhada que fosse, não dizia como se havia chegado a ela, em que ordem os elementos haviam aparecido, nem o encadeamento causal que havia levado àquela configuração. E justamente, a abundância de relatos em que se vivia, ficava explicada pela necessidade do homem em saber como as coisas haviam sido feitas. Agora, a partir deste ponto, Rugendas ia um passo mais adiante, para tirar uma conclusão bastante paradoxal.
A título de hipótese, propunha que o silêncio dos relatos não implicava nenhuma perda, pois a geração atual, ou uma futura, podia voltar a vivenciar esses mesmos acontecimentos do passado, sem necessidade de que fossem relatados, por mera ação combinatória ou pelo império dos acontecimentos, ainda que tanto num caso como no outro a ação fosse filha de uma vontade deliberada. E até era possível que a repetição fosse mais completa se não houvesse relato. Em lugar do relato, e realizando com vantagem sua função, o que devia transmitir-se era o conjunto de "ferramentas" com o qual se podia reinventar, com a inocência espontânea da ação, o que havia sucedido no passado. O mais valioso que os homens fizeram, o que valia a pena que voltasse a acontecer. E a chave desta ferramenta era o estilo. Segundo esta teoria, então, a arte era mais útil que o discurso.”
Source: An Episode in the Life of a Landscape Painter