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Quote by Albert Camus

“Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia poderia sem custo passar cem anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se maçar. De certo modo, isto era uma vantagem. (pág. 66)”

Quote by Albert Camus

Work

The Stranger

Albert Camus' The Stranger is a profound exploration of alienation and the absurdity of human existence. The story follows Meursault, a man who leads a seemingly ordinary life until he commits a seemingly senseless murder. The novel challenges readers to confront the meaning of life and the nature of morality. more

Author

Albert Camus
Albert Camus

Albert Camus was a French author and philosopher, born on November 7, 1913, and died on January 4, 1960. Known for his unique existentialist philosophy and profound insights into human suffering, Camus' works include 'The Stranger', 'The Plague', and 'The Myth of Sisyphus', which have had a profound impact on 20th-century literature. more

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“Arranquei do calendário os dias de Maio e de Junho, disse Susan, e vinte e dois dias de Julho. Arranquei-os e amarfanhei-os, e por isso já só existem como um peso no meu coração. São dias mutilados, como borboletas nocturnas com as asas arrancadas, incapazes de voar. Já só faltam oito dias. Dentro de oito dias, descerei do comboio e ficarei parada no cais às seis e vinte e cinco. A minha liberdade vai então desabrochar, fazendo estalar todas as obrigações que me tolhem e diminuem — os horários, a ordem, a disciplina, o ter de estar aqui e ali a horas certas. O dia explodirá de brilho quando eu abrir a porta e vir o meu pai com o seu velho chapéu e as polainas. Vou tremer. Romper em lágrimas. Depois, na manhã seguinte, levanto-me de madrugada. Saio pela porta da cozinha. Irei pelo paul, ouvindo trovejar atrás de mim os grandes cavalos montados por fantasmas que de súbito se detêm. Verei a andorinha roçando a erva. Vou atirar-me para um banco junto ao rio e ficar a ver os peixes deslizando entre os juncos. Terei nas palmas das mãos as marcas das agulhas dos pinheiros. Então poderei desdobrar e examinar com atenção tudo o que aqui nasceu em mim, qualquer coisa de duro. Porque alguma coisa cresceu dentro de mim, através do Inverno e do Verão, dos dormitórios e escadarias. Ao contrário de Jinny não quero ser admirada. Não quero que as pessoas ergam os olhos de admiração quando entro. Quero dar e receber e quero a solidão onde possa desdobrar em paz tudo o que possuo.”

“Num trabalho honesto", costumava dizer [Bartholomew Roberts], "o que se vê é gente magra, salários baixos e muito trabalho. Neste daqui, o que temos é fartura e saciedade, prazer e alegria, liberdade e poder. E quem não iria fazer o prato da balança pesar para este lado, quando tudo o que se arrisca daqui, na pior das hipóteses, é apenas um olhar ou dois de tristeza, no instante em que se sufoca? Não, meu lema será sempre por uma vida feliz e curta.”