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Quote by Edgar Morin

“Saímos, com efeito, de uma evolução natural, mas desde que ingressamos no mundo da cultura, as nossas relações com a natureza tornaram-se mediatizadas, misturadas com o 'ruído' ideológico. É porque nos afastamos da natureza que queremos reencontrá-la. Entretanto, não podemos reencontrar a unidade perdida, nem um 'saber reconciliado'. O pensamento humano é algo singular, bizarro, no Univerno; ele não reflete o real, ele o traduz, não reflete o mundo, faz uma representação dele. Não podemos pôr fim a essa alienação, o nosso estranhamento com essa natureza, que é contudo nossa mãe/madrasta. É preciso romper com a visão sobrenatural e insular do homem, mas não podemos romper com nossa situação peninsular e biocultural.”

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Edgar Morin
Edgar Morin

Edgar Morin is a French philosopher known for his research on complexity. His work spans across sociology, political science, and anthropology, having a profound impact on contemporary society. more

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“A cretiniza înseamnă a-i răpi ființei umane tot absolutul la care poate spera. Birocrații Bisericii au ucis absolutul cerului prin ritual și dogmă. Birocrații societății noastre fals democratice ne-au infantilizat în fața Răului amputându-i omului solitudinea tragică, înecându-l într-o mulțime de activități ”societale”. Chiar și arta, ultima sursă de absolut, este domesticită: artiștii sunt niște aparatciki în solda Ministerului Culturii, pictura modernă nu mai este decât un produs de capitalizare propus de bancheri, sculptura de avangardă, mobilier pentru holurile marilor bănci... Iar poeții blestemați de azi cotizează pentru pensia suplimentară!”

“Gente que anda descalça. Que calça a terra que pisa. (...) Embora admita que, de algum modo, esta orfandade de pertença desenhou nele uma tatuagem cardíaca. (...) é o que acontece quando fazemos turismo; baixamos a guarda. (...) A cidade é um mar que nos pode engolir a qualquer momento, um monstro que nos pode golpear sem aviso, um inferno de variáveis incertezas. (...) Se a velhice me ensinou algo, é isto: a consciência plena dos desperdícios em favor das nossas próprias tolices.”