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Quote by Irene Vallejo

“desde os primeiros séculos da escrita até à idade Média, a norma era ler em voz alta, para si próprio ou para os outros, e os escritores pronunciavam as frases à medida que as escreviam ouvindo assim a sua musicalidade. Os livros não eram uma canção que se cantava com a mente, como agora, mas sim uma melodia que saltava para os lábios e soava em voz alta. O leitor convertia-se no intérprete que lhe emprestava as suas cordas vocais. (...) quando se lia um livro costumava haver testemunhas. Eram frequentes as leituras em público,e os relatos que agradavam andavam de boca em boca.”

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Work

El infinito en un junco

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Author

Irene Vallejo

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“Os intelectuais vendiam as suas bibliotecas ao desbarato. O público empobreceu, é claro, mas não era por isso que retiravam os livros de casa, não era apenas por dinheiro – os livros desiludiam. Uma desilusão completa. Já se tornava deselegante perguntar: “O que andas a ler agora?” Muita coisa mudou na vida e isso não estava nos livros. Os romances russos não ensinam a ter êxito na vida. A maneira de enriquecer… Oblomov está deitado no sofá, e os heróis de Tchékhov passam o tempo a beber chá e a queixar-se da vida…”

“A oposição à prensa teve consequências óbvias para a literacia, a educação e o êxito económico. (…) Os livros difundem ideias e tornam muito mais difícil controlar a população. Algumas dessas ideias podem ser maneiras novas e valiosas de aumentar o crescimento económico, mas outras podem ser subversivas e contestar o status quo político e social.”