“Just because you are on a path to damnation, doesn’t mean you’re going to get there. Be willing to change your travel plans.”
Source: Jona: Autobiography of an Exorcist
“O que eu queria era testar minha capacidade de ficar extasiada sem estímulo prévio. Descobrir se ainda consigo destacar o raro sem que ninguém me anuncie.”
Source: Doidas e santas
“Durante o segundo ano sofreu uma mudança. Tinha-se mudado para dentro do colégio e este começou a assimilá-lo. Talvez passasse os dias como dantes, mas quando os portões se fechavam sobre ele à noite iniciava-se um novo processo. Mesmo quando ainda era caloiro fez a importante descoberta de que os homens crescidos comportam-se educadamente uns com os outros, se não houver qualquer motivo em contrário. (...) As atitudes dos professores eram mais extraordinárias ainda. Maurice estava mesmo só a precisar de um ambiente assim para acalmar. Não lhe agradava ser bruto e grosseiro. Era contra a sua natureza. Mas isso tinha sido necessário no colégio ou ele não teria aguentado, e julgara que comportamentos assim seriam ainda mais necessários no maior campo de batalha que era a Universidade.
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p.32, MAURICE, E.M. FORSTER”
Source: Maurice
“Então o mundo parou, os olhos na janela
toma a decisão certa, a decisão certa,
o medo de falhar volta sempre, não é
o medo de escolher a estrada errada,
o mundo parou, os olhos na janela,
as coisas, essas, correm sempre pelo pior,
pelo pior, e o medo, o medo volta,
volta sempre, sempre, tu e todas as coisas
do mundo numa harmonia do erro
e do cálculo falhado - o mundo parou.
O teu corpo é fraco, é fraco, fraco,
a tua mão desce dentro das cuecas
e masturbas-te freneticamente, o medo,
masturbas-te três quatro vezes seguidas,
o medo volta sempre, sempre, sempre,
e tens de tomar a decisão, a decisão certa,
porque o mundo dá voltas e voltas
e a certa alturas pára - tu não mandas nada,
simplesmente, e uma vez mais, o mundo parou.
Os teus olhos na janela, na janela da casa,
onde um sol bem quente te perturba os pensamentos,
ea tua boca a deitar fora as palavras,
toma a decisão certa, a decisão certa, certa,
com esse medo de falhar a cada esquina,
com esse corpo a verter sémen nos lençóis
e o medo, o medo, o medo, o medo,
a fazer abrir-te muito os olhos, a janela,
a fazer-te chorar um pouco, mas só um pouco,
naquela incerteza de coisa a fazer - sim,
porque tem de haver algo a fazer, não é?
Então o mundo parou, parou outra vez,
os olhos na janela, a decisão certa, certa.”
Source: Pequena Antologia para o Corpo
“A descoberta está para o ensino assim como o aprendizado sem professor está para o aprendizado com professor.”
Source: How to Read a Book: The Classic Guide to Intelligent Reading
“[Ensino é] descoberta com auxílio”
Source: How to Read a Book: The Classic Guide to Intelligent Reading
“O amor era cheio de janelas abertas, correntes de ar, milhões de bactérias , fontes de medos, milhões de deimos, o amor podia destruir as paredes que erigíamos com tanto esmero, o amor podia até abraçar o estrangeiro, a distância, podia destruir toda a ética, deixar-nos à mercê do insólito, do inesperado, do horror da surpresa. A minha noção de amor, na juventude, era uma noção de propriedade. Se era algo que podia fazer parte da casa e da sua perpetuação, muito bem, poderia ser considerado. De outro modo, era uma fera, uma ferida, uma doença, tal como o meu pai me ensinara: o amor constrói-se, por isso a escolha deve ser racional e não passional, escolhemos uma pessoa adequada e depois vamos criando um edifício amoroso. O amor que nasce do ímpeto sentimental ou carnal é perigoso. É um ladrão de sobriedade e de objectividade. Barbarifica-nos. Temos de olhar para ele como quem olha para a porta e vê o que está do lado de fora. A passos, devagar e ponderadamente, vai arriscando, conquistando território selvagem e domesticando-o. A exaltação é para as galinhas. Os seres humanos decidem com ponderação, é tão simples quanto isso, não cacarejam nervosos.”
Source: Princípio de Karenina
“¿Dónde estudió el kínder la humanidad?”
“Me deslumbro em vislumbre.”
Source: Caro Jovem Adulto
“I. 92
Como um belo tornado a emoção vitaliza
o que vai demolindo - um rosto, uma paisagem,
Tróias inteiras ao redor... Mas, na estiagem,
enquanto o vendaval vai retornando à brisa,
a alma dá-se conta do que volatiliza
um coração: o ser vem sempre de passagem,
sempre de supetão entre o reflexo e a imagem,
e é impossível retê-lo porque ele não precisa
nem de que o amem nem de quem, buscando amá-lo,
mal consegue entrevê-lo. A crina de um cavalo
iluminada de repente pela lua
desaparece e a noite esquece-a e continua.
A beleza é fugaz porque é apenas um halo
e o ser uma nudez que não sabe andar nua.”
Source: A Imitação do Amanhecer