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Quote by Haresh Sippy

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Haresh Sippy

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“Durante o segundo ano sofreu uma mudança. Tinha-se mudado para dentro do colégio e este começou a assimilá-lo. Talvez passasse os dias como dantes, mas quando os portões se fechavam sobre ele à noite iniciava-se um novo processo. Mesmo quando ainda era caloiro fez a importante descoberta de que os homens crescidos comportam-se educadamente uns com os outros, se não houver qualquer motivo em contrário. (...) As atitudes dos professores eram mais extraordinárias ainda. Maurice estava mesmo só a precisar de um ambiente assim para acalmar. Não lhe agradava ser bruto e grosseiro. Era contra a sua natureza. Mas isso tinha sido necessário no colégio ou ele não teria aguentado, e julgara que comportamentos assim seriam ainda mais necessários no maior campo de batalha que era a Universidade. ----------------------------------------------------- p.32, MAURICE, E.M. FORSTER”

“Então o mundo parou, os olhos na janela toma a decisão certa, a decisão certa, o medo de falhar volta sempre, não é o medo de escolher a estrada errada, o mundo parou, os olhos na janela, as coisas, essas, correm sempre pelo pior, pelo pior, e o medo, o medo volta, volta sempre, sempre, tu e todas as coisas do mundo numa harmonia do erro e do cálculo falhado - o mundo parou. O teu corpo é fraco, é fraco, fraco, a tua mão desce dentro das cuecas e masturbas-te freneticamente, o medo, masturbas-te três quatro vezes seguidas, o medo volta sempre, sempre, sempre, e tens de tomar a decisão, a decisão certa, porque o mundo dá voltas e voltas e a certa alturas pára - tu não mandas nada, simplesmente, e uma vez mais, o mundo parou. Os teus olhos na janela, na janela da casa, onde um sol bem quente te perturba os pensamentos, ea tua boca a deitar fora as palavras, toma a decisão certa, a decisão certa, certa, com esse medo de falhar a cada esquina, com esse corpo a verter sémen nos lençóis e o medo, o medo, o medo, o medo, a fazer abrir-te muito os olhos, a janela, a fazer-te chorar um pouco, mas só um pouco, naquela incerteza de coisa a fazer - sim, porque tem de haver algo a fazer, não é? Então o mundo parou, parou outra vez, os olhos na janela, a decisão certa, certa.”

“O amor era cheio de janelas abertas, correntes de ar, milhões de bactérias , fontes de medos, milhões de deimos, o amor podia destruir as paredes que erigíamos com tanto esmero, o amor podia até abraçar o estrangeiro, a distância, podia destruir toda a ética, deixar-nos à mercê do insólito, do inesperado, do horror da surpresa. A minha noção de amor, na juventude, era uma noção de propriedade. Se era algo que podia fazer parte da casa e da sua perpetuação, muito bem, poderia ser considerado. De outro modo, era uma fera, uma ferida, uma doença, tal como o meu pai me ensinara: o amor constrói-se, por isso a escolha deve ser racional e não passional, escolhemos uma pessoa adequada e depois vamos criando um edifício amoroso. O amor que nasce do ímpeto sentimental ou carnal é perigoso. É um ladrão de sobriedade e de objectividade. Barbarifica-nos. Temos de olhar para ele como quem olha para a porta e vê o que está do lado de fora. A passos, devagar e ponderadamente, vai arriscando, conquistando território selvagem e domesticando-o. A exaltação é para as galinhas. Os seres humanos decidem com ponderação, é tão simples quanto isso, não cacarejam nervosos.”