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Gozo Quotes

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Gozo Quotes

“Na festa do capitalismo avançado em que vivemos, encontramos basicamente duas categorias de sujeitos: aqueles que aproveitam a festa até a última gota, se deixam consumir e seguem as prescrições do excesso em práticas hedonistas em que o prazer só pode ser obtido na ultrapassagem de medidas; e os que não se acham merecedores do convite ou não sabem como consegui-lo, os barrados no baile. Poderíamos dizer que essa dupla e extrema forma de expressão, em crescimento na contemporaneidade, seria, em grande parte, fomentada pelo pano de fundo do capitalismo avançado e, de formas diferentes, contribui para ampliar o distanciamento do sujeito em relação ao registro do desejo, ilustrando o crescimento da dimensão do gozo. O conceito de gozo teve suas primeiras formulações em Freud, no início de seu percurso, referido ao gozo sexual, e mais adiante em sua obra, embora não com esse termo. Depois de 1920, Freud faz referência a determinadas condições em que o sujeito obtém satisfação com o próprio sofrimento. Com a segunda teoria pulsional e o advento da pulsão de morte, avança nesse terreno intermediário entre o prazer e a dor que se enlaçam e se confundem. Coube a Jacques Lacan, em sua releitura do texto freudiano, nomear e definir o gozo como um dos conceitos de maior fertilidade para a abordagem das condições de vida contemporâneas. Para uma pesquisa mais ampla das depressões, é importante mencioná-lo, na medida em que as depressões podem ser consideradas, hoje, uma modalidade narcísica de gozo.”

“Mis ojos están sobre los árboles. Porque los árboles no viven en fragmentos. Hasta que caen, permanecen flanqueados por la vida en su propio abrazo. Durante el día el sol es suficiente. Bajo la lluvia, llueve. Su hambre no supera el tamaño de sus ganancias. Brisa significa danza para ellos. Luna significa alegría. Cuando la oscuridad los acompaña la invitan a hacer deporte. Los árboles no buscan llegar Más Allá donde se encuentran sus raíces. Nunca sueñan con volar, Sus Raíces en el aire.”

“Lacan, por sua vez, reinterpretará no seminário sobre a angústia as palavras freudianas da seguinte maneira: na neurose de angústia, esta aparece na medida em que o orgasmo se desliga do campo da demanda ao Outro. Considera que Freud, ao situar no coitus interruptus a fonte da angústia, colocou em destaque que esse afeto é promovido em sua função essencial justamente ali onde a intensificação orgástica é desvinculada do exercício do instrumento fálico. Ou seja, o sujeito pode chegar à ejaculação, mas é uma ejaculação do lado de fora, o que exclui o desejo do Outro. A angústia é provocada pelo fato de o instrumento fálico, apesar de viabilizar o gozo, ser posto fora do jogo do desejo. Nesses primeiros estudos freudianos já se vê indicada a necessidade de distinção entre gozo e desejo, um dos pontos fundamentais dos estudos de Lacan sobre a angústia.”