Quotessence
Home / Topics / Morrer Quotes

Morrer Quotes

Browse 25 quotes about Morrer.

Morrer Quotes

“Eu escrevo um caixão de gravetos, uma toca de terra; papiro para untar meus restos mortais. Eu escrevo uma salva de saudade, um funeral de flores; epitáfio para demarcar onde a vida morre em paz. Eu escrevo um esqueleto de cálcio sobre o qual nasço, cresço e morro. Você, antropólogo forense, leia meus ossos e relate em corte marcial os crimes e torturas que a vida e o homem afligiram a minha pessoa.”

“Você não tem controle sobre como sua história começa ou termina. Mas por agora, você deve saber que todas as coisas têm um fim. Cada faísca retorna à escuridão. Cada som retorna ao silêncio. Cada flor retorna à terra. A viagem do sol e a lua é previsível. Mas a sua, é seu melhor.”

“Eu mais que te decreto eu te estabeleço. Eu mais que te estabeleço eu te forneço. Eu mais que te forneço eu te cultivo. Eu mais que te cultivo eu te sobrevivo. Eu mais que te sobrevivo eu te vejo. Eu mais que te vejo eu te ouço. Eu mais que te ouço eu te toco. Eu mais que te toco eu te saboreio. Eu mais que te saboreio eu te inalo. Eu mais que te inalo eu te injeto. Eu mais que te injeto eu te penso. Eu mais que te penso eu te sinto. Eu mais que te sinto eu te pressinto. Eu mais que te pressinto eu te adivinho. Eu mais que te adivinho eu te decifro. Eu mais que te decifro eu te enigmatizo. Eu mais que te enigmatizo eu te oculto. Eu mais que te oculto eu te abrigo. Eu mais que te abrigo eu te instalo. Eu mais que te instalo eu te executo. Eu mais que te executo eu te morro. Eu mais que te morro eu te sofro. Eu mais que te sofro eu te aprecio. Eu mais que te aprecio eu te amo. Eu mais que te amo eu te reivindico. Das próprias garras tentaculares do cataclisma.”

“Morrer é quando há um espaço a mais na mesa afastando as cadeiras para disfarçar, percebe-se o desconforto da ausência porque o quadro mais à esquerda e o aparador mais longe, sobretudo o quadro mais à esquerda e o buraco do primeiro prego, em que a moldura não se fixou, à vista, fala-se de maneira diferente esperando uma voz que não chega, come-se de maneira diferente, deixando uma porção na travessa de que ninguém se serve, os cotovelos vizinhos deixam de impedir os nossos e faz-nos falta que impeçam os nossos”

“A qualquer altura, e de maneiras tão cruéis, tão ridículas. Morrer a sangrar dos ouvidos. Morrer de bêbedo. Morrer por saltar de um prédio. Morrer de tristeza. Morrer, morrer. Não havia Ferrabrás para tal sorte, nenhum de nós escapava. E, contudo, existíamos como se a morte fosse um evento distante, anódino, que pertencia aos corredores dos hospitais, aos soturnos enfiamentos dos cemitérios. Vivíamos como se a vida tivesse sentido sem a morte, que nos aguardava a todos, sem excepção. Vivíamos imortais, e depois morríamos, sem apelo nem recurso.”