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Flores Quotes

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Flores Quotes

“Por esta floristería pasan hombres y mujeres que necesitan comunicar una emoción o enviar un mensaje para el que no encuentran las palabras: respeto, agradecimiento, admiración, desamor, pérdida, amor, celebración... Unos compran flores para un nacimiento y otros por una muerte. Unos las encargan para restar sobriedad a sus despachos, otros para dar vida a sus casas. Algunos las prefieren vivas, aún prendidas de la tierra, otros muertas o disecadas. En unos casos las prefieren a punto de abrirse para que duren más, a otros en cambio les gustan perecederas como las margaritas que empiezan a deshojarse. De una en una o de cien en cien... a veces las enviamos al camerino del teatro español, otras forman coronas en la iglesia de San Sebastián, las compras madres a sus madres, infieles a sus mujeres, amantes a sus amantes, el Palace para su retretes, las ancianas para sus balcones... Yo tengo la teoría de que a cada persona le corresponde una flor. Y a cada etapa de su vida, también. Hay mujeres que compran flores y otras que no. Eso es todo”

“Sentindo-se desde algum tempo indisposto e melancólico, principalmente depois que Odette apresentara Forcheville aos Verdurin, desejaria ir descansar um pouco no campo. Mas não teria coragem de deixar Paris um único dia enquanto Odette ali estivesse. A atmosfera estava quente; eram os mais belos dias de primavera. E muito embora atravessasse uma cidade pétrea para meter-se nalgum recinto fechado, o que sempre tinha diante dos olhos era um parque que possuía perto de Combray, onde, desde as quatro horas, antes de chegar à horta de aspargos, graças ao vento que sopra dos campos de Méséglise, se podia, debaixo de uma latada, gozar de tanta frescura como à beira do tanque bordado de miosótis e palmas-santa-rita, e onde, quando ele jantava, corriam em torno da mesa, afestoados pelo jardineiro, os ramos de groselhas e rosas.”

“Cobria-se a Serra de flores. Correu primeiro um balbucio de primavera. Seria já a florada? Botões, aqueles pequenos sinais? No meio dos bosques escondidos entre os montes, o amarelo e o vermelho salpicavam, abriam no verde sorridente espanto. Em lugares mais resguardados, mais favorecidos, em breve surgia a neve florida cobrindo as pereiras e transformando, enriquecendo a paisagem. E logo também floriam os pessegueiros. Junto das favelas, nos parques dos sanatórios, rodeando os bangalôs, à beira das águas mansas, a florada em rosa e branco apontou finalmente, luminosa, irreal. Perto do pequeno lago em que se debruçavam as pereiras alvas, encantadas, o pintor armou o cavalete. Tocados de primavera, os galhos roçavam a água que reproduzia a fila das árvores. Amarrada à margem a pequena canoa envernizada, vazia, estava juncada de flores que o vento carregara.”

“Nesse ano, dei o meu primeiro beijo, era a vida a provar-me que não tinha acabado tudo, que a vida é um constante recomeço, que nos pisa e nos massacra apenas para ter adubo para se recriar, num círculo nietzschiano, exibindo uma falta de consideração, tacto e educação, como se não tivesse sentimentos. A vida dá cabo de nós para logo de seguida ir ao café beber uma milnovivinte e brindar ao início de uma nova tragédia, que acabou de nascer.”