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Notes on a Nervous Planet

Book by Matt Haig · 23 quotes · Anxiety, Inspirational, Mental Health

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Notes on a Nervous Planet Quotes

“I worry that I upset people without meaning to. I worry that I don't check my privilege enough. I worry about people being imprisoned for crimes they didn't do. I worry about human rights abuses. I worry about prejudice and politics and pollution and the world my children, and their entire generation, are inheriting from us. I worry about all of the species going extinct because of humans. I worry about my carbon footprint. I worry about all of the pain in the world that I am not actively able to stop. I worry about how much I'm wrapped up in myself, which makes me even more wrapped up in myself.”

“Progress,' wrote C.S. Lewis, 'means getting nearer to the place you want to be. And if you have taken a wrong turning, then to go forward does not get you any nearer.' This is a phenomenally good way of looking at it, I think. Forward momentum, on an individual or social level, is not automatically good simply because it is forward momentum. Sometimes we push our lives in the wrong direction. If we feel it is making ourselves unhappy, progress might mean doing an about-turn and walking back to the right road. But we must never feel - personally or s a culture, that only one version of the future is inevitable. The future is ours to shape.”

“os livros, através das histórias e da ficção, podem ser uma forma de recuperarmos algum espaço. Quando eu tinha 11 anos, sem amigos e com dificuldades de integração na escola, li Os Marginais, Tempos de Juventude e Tex, todos de S. E. Hinton, e subitamente voltei a ter amigos. Os livros que a autora escrevera eram meus amigos. As personagens que ela criara eram minhas amigas. E eram amigos a sério, pois ajudaram-me, tal como, noutras alturas, fui ajudado pelos meus amigos Ursinho Pooh, Scout Finch, Pip ou pela Cécile, de Bonjour Tristesse. As histórias em que eles habitavam eram lugares onde eu me podia esconder e sentir--me em segurança. Os mundos da ficção são essenciais neste planeta que pode tornar-se excessivo, neste planeta em que estamos a ficar sem espaço mental. Esses mundos podem funcionar como um escape à realidade, sim, mas não como escapatória à verdade. É precisamente o contrário. Eu costumava ter dificuldades em integrar-me no mundo “real”. Os códigos que tínhamos de seguir. As mentiras que tínhamos de dizer. Os risos que tínhamos de fingir. Mas eu não sentia que a ficção fosse uma fuga a essas verdades; era uma espécie de porta de entrada nessa realidade. Mesmo que a verdade do livro estivesse repleta de monstros ou ursos falantes, o certo é que havia ali sempre algum tipo de verdade. Uma verdade capaz de manter a nossa sanidade ou, pelo menos, de nos manter na nossa pele. No meu caso, ler nunca foi uma atividade antissocial. Bem pelo contrário, era profundamente social. Ficar intimamente ligado à imaginação de outro ser humano era o tipo de socialização mais profunda que podia existir. Ler era uma forma de me ligar a algo, sem necessidade de passar pelos inúmeros filtros que, geralmente, a sociedade impõe. Muitas vezes, dá-se importância à leitura devido ao valor social. A leitura está associada à educação, à economia, e por aí fora. Mas isso é passar ao lado do verdadeiro sentido da leitura. Ler não é importante por nos ajudar a arranjar um emprego. É importante por nos dar um espaço em que podemos existir para lá da nossa vida real. É a forma de os seres humanos se juntarem. De as mentes se ligarem umas às outras. É a forma dos sonhos, da empatia, da compreensão, do escape. A leitura é amor em ação.”

“Um escritor até pode dar início a uma história, mas essa história só ganha vida com o leitor. E um livro nunca vive duas vezes da mesma forma. A narrativa não tem só que ver com as palavras que a compõem, mas também com quem lê essas palavras. Essa é a equação variável. É aí que reside a magia. A única coisa que um escritor pode fazer é oferecer um fósforo (e, de preferência, um fósforo seco). Depois, é o leitor que tem de acender essa chama e dar vida ao livro.”

“As bibliotecas, por exemplo, são espaços maravilhosos que, atualmente, correm perigo de vida. Muitas pessoas com responsabilidades políticas pensam que as bibliotecas são obsoletas nesta era da Internet. O que está longe de ser verdade. Muitas estão a usar a Internet de forma inovadora, quer no acesso aos livros quer no acesso à própria Internet. Além disso, as bibliotecas não têm que ver só com os livros. Representam um dos poucos espaços públicos que não preferem a carteira ao dono da carteira.”

“People are craving not just physical space but the space to be mentally free. A space from unwanted distracted thoughts that clutter our heads like pop-up advertising of the mind in an already frantic world. And that space is still there to be found. It's just that we can't rely on it. We have to consciously seek it out.”

“The problem is homelessness not houselessness. When you are homeless you are missing more than just a bedroom. He added that working there made him realize what people really need in life.. After I spoke about my experience of mental health problems with them, I got to talk to the man sitting next to me. He was about my age. He looked like he'd been through a lot, mentally and psychically, but he was smiling. He said he'd become homeless after his relationship had broke down and he'd fallen into a depression that he'd tried to deny.. He told me that the center had saved his life. He pointed vaguely to the door and told me that 'out there' life didn't make sense. He got lost in it.”