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Quote by Matt Haig

“os livros, através das histórias e da ficção, podem ser uma forma de recuperarmos algum espaço. Quando eu tinha 11 anos, sem amigos e com dificuldades de integração na escola, li Os Marginais, Tempos de Juventude e Tex, todos de S. E. Hinton, e subitamente voltei a ter amigos. Os livros que a autora escrevera eram meus amigos. As personagens que ela criara eram minhas amigas. E eram amigos a sério, pois ajudaram-me, tal como, noutras alturas, fui ajudado pelos meus amigos Ursinho Pooh, Scout Finch, Pip ou pela Cécile, de Bonjour Tristesse. As histórias em que eles habitavam eram lugares onde eu me podia esconder e sentir--me em segurança. Os mundos da ficção são essenciais neste planeta que pode tornar-se excessivo, neste planeta em que estamos a ficar sem espaço mental. Esses mundos podem funcionar como um escape à realidade, sim, mas não como escapatória à verdade. É precisamente o contrário. Eu costumava ter dificuldades em integrar-me no mundo “real”. Os códigos que tínhamos de seguir. As mentiras que tínhamos de dizer. Os risos que tínhamos de fingir. Mas eu não sentia que a ficção fosse uma fuga a essas verdades; era uma espécie de porta de entrada nessa realidade. Mesmo que a verdade do livro estivesse repleta de monstros ou ursos falantes, o certo é que havia ali sempre algum tipo de verdade. Uma verdade capaz de manter a nossa sanidade ou, pelo menos, de nos manter na nossa pele. No meu caso, ler nunca foi uma atividade antissocial. Bem pelo contrário, era profundamente social. Ficar intimamente ligado à imaginação de outro ser humano era o tipo de socialização mais profunda que podia existir. Ler era uma forma de me ligar a algo, sem necessidade de passar pelos inúmeros filtros que, geralmente, a sociedade impõe. Muitas vezes, dá-se importância à leitura devido ao valor social. A leitura está associada à educação, à economia, e por aí fora. Mas isso é passar ao lado do verdadeiro sentido da leitura. Ler não é importante por nos ajudar a arranjar um emprego. É importante por nos dar um espaço em que podemos existir para lá da nossa vida real. É a forma de os seres humanos se juntarem. De as mentes se ligarem umas às outras. É a forma dos sonhos, da empatia, da compreensão, do escape. A leitura é amor em ação.”

Quote by Matt Haig

Work

Notes on a Nervous Planet

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Author

Matt Haig
Matt Haig

Matt Haig is a British novelist born in 1975. His works are known for their humor and profound emotional insight, enjoying great popularity among readers. Haig's writing spans a variety of genres, including science fiction, fantasy, and realism. more

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“(...)conforme a literatura que vi e os embalos que vivi e abalos com os quais convivi. Engraçado como alguns livros e algumas pessoas aparecem na nossa vida em um momento preciso, quando precisamos exatamente daquele insight, daquele olhar diferente que eles nos passam e passam por nossas vidas assim, como um passe de magica. C'est la vie et la vue...c'est vecue! É a vida vivida, que a vi e vivi!!”

“I read a lot of Agatha Christie's that fall of 1938 - maybe all of them. The Hercule Poirots, the Miss Marples. Death on the Nile, The Mysterious Affair at Styles, Murders .. on the links, .. at the vicarage, and.. on the Orient Express. I real them on the subway, at the deli, and in my bed alone. You can make what claims you will about the psychological nuance of Proust or the narrative scope of Tolstoy, but you can't argue that Mrs Christie fails to please. Her books are tremendously satisfying.”

“Ik zat op mijn handen en keek door het raam naar de mist, die uit het weiland achter de boomgaard kwam opzetten en voortdurend dikker werd. Na een poosje kon ik alleen nog de boom zien die het dichtst bij het raam stond: het was een jonge hoogstam, hij had nog nooit alleen in de mist gestaan en het zweet brak hem uit. Ik had medelijden met hem en besloot ook hèm een naam te geven, Juliette. Een meisjesnaam, waarom niet, hij zag er zo vrouwelijk uit, zo tenger, zo aandoenlijk hulpeloos en eenzaam met zijn veel te lage kalkring die aan een afgezakte armband deed denken. Het was een idee van Ingrid, om de bomen een naam te geven. Zij kon erg goed met ze opschieten en ik heb dikwijls het gevoel gehad, dat Hector beschaamd naar haar luisterde als ze tegen hem zei: Hector, je stelt me teleur, volgend jaar moet je méér geven hoor, of dat Lucien zachtjes stond te hijgen als ze bij hem neerhurkte en zei: wat heb jij daar een lelijke waterloot, Lucien, daar zullen we je eens gauw van afhelpen.”

“De bomen rond dit huis, dat in de duinen ligt, zijn kaal. Ik vind ze mooi. Zo dun en wuivend en doorzichtig, zoveel complexer van structuur dan ze in de zomer waren. Het is niet nodig voor een boom om altijd het lied van zomer, zomer, zomer te zingen. Pas in de winter kun je zien wat er achter al dat groen steekt. Zo hou ik ook van mensen die alle seizoenen kennen. Pas dan kun je zien wat ze waard zijn. Niet in voorspoed maar in tegenspoed. Pas dan wordt het leven een kunst.”