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Quote by Luís Vaz de Camões

“Esta luz é do fogo e das luzentes Armas com que Albuquerque irá amansando De Ormuz os Párseos, por seu mal valentes, Que refusam o jugo honroso e brando. Ali verão as setas estridentes Reciprocar-se, a ponta no ar virando Contra quem as tirou; que Deus peleja Por quem estende a fé da Madre Igreja. Ali do sal os montes não defendem De corrupção os corpos no combate, Que mortos pela praia e mar se estendem De Gerum, de Mazcate e Calaiate; Até que à força só de braço aprendem A abaxar a cerviz, onde se lhe ate Obrigação de dar o reino inico Das perlas de Barém tributo rico. Que gloriosas palmas tecer vejo Com que Vitória a fronte lhe coroa, Quando, sem sombra vã de medo ou pejo, Toma a ilha ilustríssima de Goa! Despois, obedecendo ao duro ensejo, A deixa, e ocasião espera boa Com que a torne a tomar, que esforço e arte Vencerão a Fortuna e o próprio Marte. Eis já sobr' ela torna e vai rompendo Por muros, fogo, lanças e pelouros, Abrindo com a espada o espesso e horrendo Esquadrão de Gentios e de Mouros. Irão soldados ínclitos fazendo Mais que liões famélicos e touros, Na luz que sempre celebrada e dina Será da Egípcia Santa Caterina. Nem tu menos fugir poderás deste, Posto que rica e posto que assentada Lá no grémio da Aurora, onde naceste Opulenta Malaca nomeada. As setas venenosas que fizeste, Os crises com que já te vejo armada, Malaios namorados, Jaus valentes, Todos farás ao Luso obedientes.”

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Work

Os Lusiadas

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Author

Luís Vaz de Camões

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“Finding out that you are not your lover’s only lover hurts, but not as much as discovering that you are the side chick … or the side dick.”

“All our categories have thus entered the age of the factitious: no more wanting - only getting people to want; no more doing - only getting people to do; no more being worth something - merely getting something to be worth something (witness advertising in general); no more knowing - only letting know; and, last but not least, not so much enjoying, not so much taking pleasure, as getting people to enjoy, getting people to take pleasure. This is the great problem of the moment: to take sexual pleasure serves no purpose - we are supposed to give sexual pleasure, whether to ourselves or to others. Such pleasure has become an act of communication: I am your guest, you are my guest - we exchange pleasure as part of a performative interactivity. Anyone who seeks gratification without communication is a pig. Do communication machines have orgasms? That is another story - but if we try to imagine orgasmic machines, we can do so only by reference to the model of communication machines. As a matter of fact, such orgasmic machines already exist in the shape of our own bodies - bodies coaxed into coming by the subtlest of cosmetic and pleasure-inducing technologies.”