Quotessence
Home / Authors / Yuval Noah Harari

Yuval Noah Harari Quotes

Author

Filter quotes by topic

Famous Yuval Noah Harari Quotes

“Tarihin altın kurallarından biri, geriye dönüp bakınca bariz olarak görünen şeyin olay esnasında son derece belirsiz olmasıdır. ...O anda yaşayanlara çok düşük ihtimal gibi görünen şeylerin sıkça gerçekleşmesidir. Konstantin MS 306'da tahta çıktığında, Hristiyanlık küçük bir gruba özgü bir Doğu mezhebiydi. Eğer o dönem Hristiyanlığın Roma İmparatorluğunun resmi dini olacağını söyleseydiniz, herkes size kahkahalarla gülerdi; aynen bugün 2050'de Hare Krişna Hareketi'nin ABD'nin resmi dini olacağını söylediğinizde gülecekleri gibi. ...600 yılında, bir grup çöl Arabının kısa süre içinde Atlantik Okyanusu'ndan Hindistan'a kadar tüm toprakları fethedeceğini ileri sürmekse daha da mantık dışıydı...”

“Much of the vaunted material wealth that shields us from disease and famine was accumulated at the expense of laboratory monkeys, dairy cows and conveyor-belt chickens. Over the last two centuries tens of billions of them have been subjected to a regime of industrial exploitation whose cruelty has no precedent in the annals of planet earth. If we accept a mere tenth of what animal-rights activists are claiming, then modern industrial agriculture might well be the greatest crime in history.”

“Rather than heralding a new era of easy living, the Agricultural Revolution left farmers with lives generally more difficult and less satisfying than those of foragers. Hunter-gatherers spent their time in more stimulating and varied ways, and were less in danger of starvation and disease. The Agricultural Revolution certainly enlarged the sum total of food at the disposal of humankind, but the extra food did not translate into a better diet or more leisure. Rather, it translated into population explosions and pampered elites. The average farmer worked harder than the average forager, and got a worse diet in return. The Agricultural Revolution was history’s biggest fraud.”

“Some people—like the engineers and executives of high-tech corporations—are way ahead of politicians and voters and are better informed than most of us about the development of AI, cryptocurrencies, social credits, and the like. Unfortunately, most of them don’t use their knowledge to help regulate the explosive potential of the new technologies. Instead, they use it to make billions of dollars—or to accumulate petabits of information. There are exceptions, like Audrey Tang. She was a leading hacker and software engineer who in 2014 joined the Sunflower Student Movement, which protested against government policies in Taiwan. The Taiwanese cabinet was so impressed by her skills that Tang was eventually invited to join the government as its minister of digital affairs. In that position, she helped make the government’s work more transparent to citizens. She was also credited with using digital tools to help Taiwan successfully contain the COVID-19 outbreak. Yet Tang’s political commitment and career path are not the norm. For every computer-science graduate who wants to be the next Audrey Tang, there are probably many more who want to be the next Jobs, Zuckerberg, or Musk and build a multibillion-dollar corporation rather than become an elected public servant. This leads to a dangerous information asymmetry. The people who lead the information revolution know far more about the underlying technology than the people who are supposed to regulate it.”

“A Humanidade, provavelmente, dividir-se-á em duas grandes fações: a fação das pessoas a favor de se conceder à inteligência artificial uma autoridade significativa e a fação das que se opõem a isso. O mais certo é que haja muçulmanos e judeus em ambos os lados, justificando as suas posições através de interpretações criativas do Alcorão e do Talmude.”

“Qualquer narrativa que queira conquistar a filiação da Humanidade terá, acima de tudo, de se mostrar capaz de fazer frente às revoluções gémeas da tecnologia da informação e da biotecnologia. Se o liberalismo, o nacionalismo, o islão ou qualquer outro credo novo quiser moldar o mundo do ano 2050, terá não só de conseguir explicar a inteligência artificial, os algoritmos da BigData e a bioengenharia como também terá de os integrar numa nova narrativa com sentido.”

“O dogma dos direitos humanos foi criado em séculos anteriores como arma contra a Inquisição, o Ancien Régime, os nazis e o KKK. Dificilmente estará equipado para lidar com super-humanos, ciborgues e computadores superinteligentes. Embora o movimento em prol dos direitos humanos tenha desenvolvido um arsenal de argumentos e defesas impressionantes contra o preconceito religioso e os tiranos humanos, este arsenal pouco nos protegerá dos excessos consumistas e das utopias tecnológicas.”

“O problema é que o mundo é um sítio muito mais complicado do que um tabuleiro de xadrez, e a racionalidade humana não consegue compreendê-lo verdadeiramente. Assim, até os líderes racionais acabam, frequentemente, por fazer coisas muito estúpidas. (…) O desfecho pacífico da Guerra Fria mostra que, quando os seres humanos tomam decisões acertadas, até os conflitos entre superpotências podem ser resolvidos a bem.”

“Os terroristas calculam que, quando o inimigo enraivecido usa o seu enorme poder contra si, cria uma tempestade militar e política muito mais violenta do que eles algum dia conseguirão criar. Durante todas estas tempestades acontecem coisas imprevistas. Cometem-se erros e atrocidades, a opinião pública oscila, as pessoas neutras mudam de posição e o equilíbrio de poder altera-se.”

“Se o projeto europeu falhar, porém, isso indicará que a crença nos valores liberais da liberdade e da tolerância não bastam para solucionar os conflitos culturais do mundo e para unir a Humanidade perante a ameaça da guerra nuclear, do colapso ecológico e da disrupção tecnológica. (…) Seria uma enorme pena que a experiência europeia de liberdade e tolerância se desmoronasse devido a um medo exagerado dos terroristas. Isso não só seria a concretização dos objetivos terroristas, como também daria a um punhado de fanáticos demasiado poder para decidir o futuro da Humanidade.”

“A verdadeira especialidade dos sacerdotes e dos gurus nunca foi provocar a chuva, curar, fazer profecias ou magia. A sua especialidade foi sempre a interpretação. Um sacerdote não é alguém que sabe fazer uma dança da chuva para pôr fim à seca. Um sacerdote é alguém que sabe justificar por que motivo a dança da chuva não resultou, e por que motivo devemos continuar a acreditar no nosso deus apesar de ele parecer ignorar as nossas orações.”

“Para que as políticas sejam eficazes, temos de desglobalizar a ecologia, a economia e a marcha da ciência – ou então temos de globalizar a política. Não sendo possível desglobalizar a ecologia e a marcha da ciência, e dado que o desglobalizar da economia teria custos proibitivos, a única solução viável é globalizar a política. (…) Se alguns dos políticos não compreender estas questões, ou se falarem constantemente do passado, sem serem capazes de formular uma visão significativa do futuro, não vote neles.”

“A nota de dólar é venerada universalmente, para lá de fronteiras políticas e religiosas. Embora não tenha valor intrínseco em si – não se pode comer ou beber uma nota de dólar –, a confiança na divisa e na competência da Reserva Federal é tão sólida que até os fundamentalistas islâmicos, os barões da droga mexicanos e os tiranos norte-coreanos comungam dela.”

“Cada vez mais absortos em smartphones e computadores, temos estado a perder a capacidade de prestar atenção ao que cheiramos e saboreamos. Interessa-nos mais o que acontece no ciberespaço do que o que acontece na nossa rua. (…) Se acontece alguma coisa empolgante, o primeiro instinto dos utilizadores do Facebook é puxar do smartphone, tirar uma fotografia, colocá-la online e esperar pelos likes. Enquanto isso, mal se apercebem do que eles próprios sentem. Na verdade, o que sentem é cada vez mais determinado pelas reações online.”

“Não há motivo, no entanto, para pensar que a inteligência artificial vai adquirir consciência, porque a inteligência e a consciência são coisas muito diferentes. A inteligência é a capacidade de resolver problemas. A consciência é a capacidade de sentir coisas como dor, alegria, amor e raiva. Tendemos a confundir as duas porque, no caso dos seres humanos e de outros mamíferos, a inteligência anda de mãos dadas com a consciência. (…) O perigo é que, se investirmos muito no desenvolvimento da inteligência artificial e pouco no desenvolvimento da consciência humana, a sofisticada inteligência artificial dos computadores só servirá para dar mais poder à estupidez natural dos seres humanos.”

“Os filósofos são pessoas muito pacientes, mas os engenheiros têm muito menos paciência, e os investidores menos ainda. Se não sabemos o que fazer com a capacidade de criar vida, as forças do mercado não vão esperar mil anos até que nos ocorra a resposta. A mão invisível do mercado vai impor-nos a sua resposta cega. A menos que confiemos de bom grado o futuro da vida a relatórios e contas trimestrais, precisamos de ter uma ideia nítida sobre o que é a vida.”

“Os seres humanos, evidentemente, têm vontade, têm desejos e, por vezes, são livres de cumprir esses desejos. Se por «livre-arbítrio» entendermos a liberdade de fazer o que se deseja, então, sim, os seres humanos têm livre-arbítrio. Mas se o «livre-arbítrio» significar a liberdade de escolher aquilo que se deseja, então, não, os seres humanos não têm livre-arbítrio.”

“As pessoas raramente depositam toda a sua fé numa única história. Em vez disso, mantêm um portefólio de várias histórias e várias identidades, mudando de uma para a outra à medida das necessidades. Essas dissonâncias cognitivas são inerentes a quase todas a sociedades e movimentos. (…) A modernidade não rejeitou a profusão de histórias que herdou do passado. Em vez disso, abriu um supermercado de histórias. O ser humano moderno tem liberdade para experimentá-las a todas, escolhendo e combinando aquilo que lhe aprouver.”

“Desde a tenra infância que se ensina às pessoas a acreditar na história. Elas ouvem os seus pais, professores, vizinhos e a cultura em geral muito antes de desenvolverem a independência intelectual e emocional necessária para questionar e verificar tais histórias. Quando o seu intelecto finalmente amadurece, estão de tal modo empenhadas na história que é muito mais provável que usem o seu intelecto para racionalizar a história do que para duvidar dela.”

“No passado, era uma aposta relativamente segura seguir o que diziam os adultos, pois eles conheciam muito bem o mundo, e este mudava devagar. Mas o século XXI vai ser diferente. Devido ao ritmo cada vez mais acelerado da mudança, nunca poderemos saber ao certo se o conhecimento que os adultos nos estão a transmitir é intemporal ou se é tendencioso ou ultrapassado.”

“A última coisa que um professor precisa é de dar aos seus alunos mais informação. Eles já têm informação a mais. Em vez disso, as pessoas precisam é da capacidade de discernir a informação, de perceber a diferença entre o que é importante e o que é irrelevante, e, acima de tudo, de combinar os vários pedaços de informação para obter um retrato completo do mundo.”

“A arte desempenha um papel decisivo na forma como as pessoas veem o mundo, e no século XX a ficção científica é provavelmente o género literário mais importante de todos, pois influencia o modo como a maioria das pessoas compreende coisas como a inteligência artificial, a bioengenharia e as alterações climáticas.”

“É responsabilidade de todos nós investir tempo e esforço na descoberta das nossas tendenciosidades e na verificação das nossas fontes de informação; mas, precisamente por causa disso, temos de, pelo menos, investigar cuidadosamente as nossas fontes de informação preferenciais – sejam elas os jornais, um site, um canal televisivo ou uma pessoa. Se pagamos por comida de qualidade superior, roupas e carros, porque não fazer o mesmo com a informação?”

“O Homo Sapiens conquistou este planeta sobretudo graças à sua capacidade singular de criar e disseminar ficções. Somos os únicos mamíferos capazes de cooperar com vários estranhos porque só nós conseguimos inventar histórias fictícias, espalhá-las e convencer milhões de outros a acreditarem nelas. Desde que todos acreditem nas mesmas ficções, todos obedecem às mesmas ordens e, portanto, conseguem cooperar eficazmente.”

“A maioria dos líderes políticos e dos magnatas do mundo dos negócios está permanentemente com pressa. Porém, se queremos estudar um tema a fundo, precisamos de muito tempo e, em especial, do luxo de poder desperdiçar tempo. (…) Se não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar tempo, nunca encontraremos a verdade. Pior ainda, o poder em grande quantidade distorce a verdade inevitavelmente. O poder prende-se com a mudança da realidade, não com vê-la como ela é. (…) Se temos muito poder, todas as pessoas que vemos tentam lisonjear-nos, agradar-nos ou pedir-nos algo. (…) Se queremos realmente a verdade, então temos de nos afastar do buraco negro do poder e permitir a nós próprios gastar muito tempo a vaguear na periferia. O conhecimento revolucionário raramente chega ao centro, pois o centro está alicerçado no conhecimento já existente.”

“Não só a racionalidade como a individualidade são um mito. Os seres humanos raramente pensam pela própria cabeça. Pensamos em grupo. (…) Achamos que sabemos muito, embora individualmente conheçamos muito pouco, pois tratamos o conhecimento nas mentes dos outros como se fosse nosso. (…) É raro as pessoas contemplarem a sua ignorância, pois fecham-se numa caixa de ressonância de amigos que pensam como elas e de canais noticiosos que reforçam as suas convicções constantemente e quase nunca as questionam. (…) A maioria dos nossos pontos de vista é moldada pelo pensamento de grupo e não pela individualidade racional, e agarramo-nos a estas perspetivas devido à lealdade de grupo.”

“Jusqu’au XXe siècle, dans les sociétés agricoles, entre un quart et un tiers des enfants n’atteignaient jamais l’âge adulte. La plupart succombaient à des maladies infantiles comme la diphtérie, la rougeole et la variole. Dans l’Angleterre du XVIIe siècle, 250 nouveaux-nés sur 1 000 mouraient dans la première année, et un tiers des enfants mouraient avant d’avoir 15 ans. De nos jours, 5 % des enfants anglais meurent la première année et 7 % avant 15 ans.”