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A Quotes

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“Anywhere you find yourself, do a mindful check-in—Whenever appropriate, take a moment to close your eyes and listen in all directions around you. Be present with wherever you are, whenever you are actually there. Take it all in!”

“Anzick-1's "Clovis connection" is of immediate relevance to our quest here--which is that although Clovis did, at the limits of its range, extend into some northern areas of South America, its heartland was in North America. Intuitively, therefore, we would expect the Montana infant, a Clovis individual, to be much more closely related to Native North Americans than to Native South Americans. Further investigations, however, while reconfirming that Anzick-1's genome had a greater affinity to all Native Americans than to any extant Eurasian population, revealed it to be much more closely related to native South Americans than to Native North Americans!”

“Ao contemplar uma pintura de grandes proporções, sentimo-nos empolgados por estar na presença de tudo ao mesmo tempo e queremos entrar no quadro. Quando estamos no meio de um volumoso romance, sentimos o estonteante prazer de estar num mundo que não conseguimos ver em sua inteireza. Para ver tudo temos de constantemente transformar os momentos separados em quadros mentais. É esse processo de transformação que torna a leitura de um romance uma tarefa mais pessoal, mais colaborativa que a contemplação de um quadro.”

“Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ela a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixo instintos que se escondem em cada um de nós. O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é de civilização e de cultura -, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.”

“Ao denunciar que o capitalismo é um simulacro, um fazer parecer, um semblante, Marx faz irromper uma verdade: a exploração do trabalho humano nesse falso laço social, que é o discurso capitalista, e a promoção de uma mercadoria como objeto de desejo incondicional. É em torno do dinheiro, ou seja, do capital, que é guiado o eixo de denúncia que reside no fetiche. Há algo mais da ordem do simulacro do que fazer crer que um sapato, uma roupa, um celular, um carro seja o objeto a? Marx denuncia a mercadoria como fetiche e Lacan o coloca no âmago da própria teoria psicanalítica, mostrando que são os objetos que vêm no lugar do objeto a. E a partir do conceito marxista de mais-valia inventa o termo mais-de-gozar, rebatizando com ele o objeto a ao acentuar seu caráter de gozo.”

“Ao estudar a literatura romântica portuguesa, a mãe convencera-o a escrever um ensaio sobre Eurico o Presbítero, explicando-lhe, com palavras que eram sempre surpreendentes pelo contraste enter a delicadeza da voz que as pronunciava e a veemência apaixonada daquilo que diziam, que o tema romântico por excelência é a solidão do homem perante Deus, a Natureza e os outros homens, e que por isso o romantismo é a adolescência do mundo, a primeira vez na história em que emergem vozes e espíritos aos quais ninguém podia ensinar nada e que não podiam imitar ou emular ninguém porque a violência e o desequilíbrio dos seus sentimentos não se revia em qualquer experiência alheia. Foi nessa ocasião que lhe recitou pela primeira vez o texto “Sabeis o que é esse despertar do poeta?” e lhe perguntou se não era exactamente aquilo que sentia: que ninguém o podia compreender, nenhuma alma se erguia à sua altura, que a vileza e a decepção moravam no coração do destino, e que só uma solidão vertical frente ao bramido do mar ao rugido dos ventos poderia dar conta do tumulto que lhe perturbava o espírito.”

“ao falar de mulheres, devemos sempre nos perguntar de que mulheres estamos falando. Mulheres não são um bloco único - elas possuem pontos de partida diferentes. Sueli [Carneiro] aponta a urgência de não universalizar essa categoria, sob o risco de manter na invisibilidade aquelas que combinam ou entrecruzam opressões. Ou seja, ela fala da importância de se dar nome e trazer à visibilidade para se restituir a humanidade.”

“Ao longo das leituras decisivas de Platão, René Descartes, Georg W. F. Hegel, Friedrich Nietzsche ou Martin Heidegger, Irigaray não determina o destino da mulher na filosofia apenas como um destino mimético, que a condena a imitar os homens quando ela maneja os conceitos. A mulher que pensa não é uma matéria animada, simples cópia do logos masculino que para ela é sempre uma forma. A mulher se afasta desse mimetismo e dessa materialidade por um efeito de espelho irônico e subversivo. Speculum é, assim, uma réplica do estádio do espelho de Lacan, espelho em que nenhuma mulher nunca é refletida. O título Speculum de l’autre femme [Speculum da outra mulher] evoca obviamente o instrumento ginecológico [espéculo] que permite “olhar as trevas”, mas também revela, por um estranho efeito de reverberação, que essa obscuridade está alojada no olho de quem olha. Ao se tocarem, os lábios não deixam ver nada do mistério daquilo que cobrem, se por visível entendermos uma forma saliente que se pode reter tanto com os olhos quanto com as mãos. Quanto à “matéria”, considerada a parte ontológica do feminino, ela não é informe mas informalizável. “Substantivo comum para o qual não se pode determinar a identidade. (A/uma mulher) não obedece ao princípio de identidade.” Mais adiante: “Esse (se) tocar dá à mulher uma forma que indefinida e infinitamente se transforma sem se fechar em sua apropriação”. O informalizável promete ao prazer uma infinidade de metamorfoses.”

“Ao refletirmos sobre o alerta do Senhor Jesus, feito aos religiosos de Sua época (Mateus 23), podemos ver, de modo claro, que nem sempre a aspiração de uma pessoa por fazer o bem ou se envolver em uma atividade na igreja é fruto da vontade dela de servir a Deus. Obras e desejos aparentemente bons podem proceder de motivações ruins, semelhantes às dos escribas e dos fariseus. Exemplos disso não faltam! Quantos rapazes ingressam no ministério pastoral movidos pela ambição de serem chamados de “pastor” ou de “bispo”? Quantos, além de desejarem destacar-se dos demais membros da sua congregação e de receber tratamento diferenciado em sua comunidade, querem ter uma melhor condição de vida?”