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Liberdade Quotes

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Liberdade Quotes

“No que diz respeito às relações autoridade-liberdade, [...], corremos também o risco de, negando à liberdade o direito de afirmar-se, exacerbar a autoridade ou, atrofiando esta, hipertrofiar aquela. Em outras palavras, corremos o risco de cair seduzidos ou pela tirania da liberdade ou pela tirania da autoridade, trabalhando, em qualquer das hipóteses, contra a nossa incipiente democracia.”

“PAULO: [...] Não acredito na autolibertação. A libertação é um ato social. IRA: Não existe uma autoemancipação pessoal? PAULO: Não, não, não. Mesmo quando você se sente, individualmente, mais livre, se esse sentimento não é um sentimento social, se você não é capaz de usar sua liberdade recente para ajudar os outros a se libertarem através da transformação global da sociedade, então você só está exercitando uma atitude individualista no sentido do empowerment ou da liberdade.”

“a poesia não nos salva morte mas o luto connosco" "todas as conversas por mais rebuscadas são rios que vão desaguar em ti volta e meia os arbustos tremem e o cheiro que aparece é teu" "e se foi o acaso de nos fintarmos a vida inteira pelos mesmos sítios sem nos cruzarmos ou talvez o acaso de nos cruzarmos pelas mesmas ruas sem notar" "podes vir podemos falar sobre tudo podemos falar do cheiro dos livros em segunda mão cheiram aos avós de quem? cheiram aos avós de alguém apesar de não serem os nossos mas não tivemos todos os mesmos avós? não importa" "o inverno todo à espera do verão o frio sempre à mingua do calor não perguntar com medo do não nem sequer dar com medo da dor a inspiração a sorte as certezas tal como tantos outros ventos são vagas que devemos respeitar as estações são no seu tempo não as podemos apressar”

“a poesia não nos salva morte mas faz o luto connosco" "todas as conversas por mais rebuscadas são rios que vão desaguar em ti volta e meia os arbustos tremem e o cheiro que aparece é teu" "e se foi o acaso de nos fintarmos a vida inteira pelos mesmos sítios sem nos cruzarmos ou talvez o acaso de nos cruzarmos pelas mesmas ruas sem notar" "podes vir podemos falar sobre tudo podemos falar do cheiro dos livros em segunda mão cheiram aos avós de quem? cheiram aos avós de alguém apesar de não serem os nossos mas não tivemos todos os mesmos avós? não importa" "o inverno todo à espera do verão o frio sempre à mingua do calor não perguntar com medo do não nem sequer dar com medo da dor a inspiração a sorte as certezas tal como tantos outros ventos são vagas que devemos respeitar as estações são no seu tempo não as podemos apressar”

“Carta aos Meus Soldados: Eu sou apenas o começo - o começo de um novo tipo de humanos - humanos que pertencem não a uma cultura, mas a muitas culturas - humanos que falam não uma língua, mas muitas línguas - humanos que estudam as escrituras e a ciência com igual entusiasmo, mas que se comprometem lealdade a nenhum deles, e sabem como usar ambos em benefício da humanidade - humanos que não visam nem a crença nem a descrença, mas sim o calor e a compreensão - humanos que estão mais preocupados com o problema atual da desumanidade do que com os problemas ultrapassados da filosofia - humanos que sacrificam suas vidas tratando a verdadeira questão do ódio, em vez da questão mítica de Deus. Sou apenas o começo – a primeira faísca – o melhor ainda está por vir.”

“Arranquei do calendário os dias de Maio e de Junho, disse Susan, e vinte e dois dias de Julho. Arranquei-os e amarfanhei-os, e por isso já só existem como um peso no meu coração. São dias mutilados, como borboletas nocturnas com as asas arrancadas, incapazes de voar. Já só faltam oito dias. Dentro de oito dias, descerei do comboio e ficarei parada no cais às seis e vinte e cinco. A minha liberdade vai então desabrochar, fazendo estalar todas as obrigações que me tolhem e diminuem — os horários, a ordem, a disciplina, o ter de estar aqui e ali a horas certas. O dia explodirá de brilho quando eu abrir a porta e vir o meu pai com o seu velho chapéu e as polainas. Vou tremer. Romper em lágrimas. Depois, na manhã seguinte, levanto-me de madrugada. Saio pela porta da cozinha. Irei pelo paul, ouvindo trovejar atrás de mim os grandes cavalos montados por fantasmas que de súbito se detêm. Verei a andorinha roçando a erva. Vou atirar-me para um banco junto ao rio e ficar a ver os peixes deslizando entre os juncos. Terei nas palmas das mãos as marcas das agulhas dos pinheiros. Então poderei desdobrar e examinar com atenção tudo o que aqui nasceu em mim, qualquer coisa de duro. Porque alguma coisa cresceu dentro de mim, através do Inverno e do Verão, dos dormitórios e escadarias. Ao contrário de Jinny não quero ser admirada. Não quero que as pessoas ergam os olhos de admiração quando entro. Quero dar e receber e quero a solidão onde possa desdobrar em paz tudo o que possuo.”

“Num trabalho honesto", costumava dizer [Bartholomew Roberts], "o que se vê é gente magra, salários baixos e muito trabalho. Neste daqui, o que temos é fartura e saciedade, prazer e alegria, liberdade e poder. E quem não iria fazer o prato da balança pesar para este lado, quando tudo o que se arrisca daqui, na pior das hipóteses, é apenas um olhar ou dois de tristeza, no instante em que se sufoca? Não, meu lema será sempre por uma vida feliz e curta.”

“A moral do êxtase é contrária à do processo; debaixo da sua protecção toda a gente faz o que quer; já cada qual pode chuchar no dedo à vontade, desde a mais tenra infância até ao fim do liceu, e trata-se de uma liberdade a que ninguém estará disposto a renunciar; olhemos à nossa volta no metro; cada um entre todos, sentado, tem o dedo num dos orifícios do rosto; no ouvido, na boca, no nariz; nenhum se sente visto pelos outros e cada um pensa em escrever um livro em que possa dizer o seu inimitável e único eu que escarafuncha o nariz; ninguém ouve ninguém, toda a gente escreve e todos e cada um escrevem como se dança o rock: sozinho, para si mesmo, concentrado em si, e contudo fazendo os mesmos movimentos que os outros todos fazem.”

“Não há mundos paralelos, Daniela sabe disso muito bem. Sobreviveu à mediocridade: estou disposta a tudo, gostava de dizer anos atrás. E era verdade. Estava disposta a tudo, a fazer qualquer coisa, a receber o que quisessem lhe dar, a dizer o que fosse preciso dizer. Estava disposta até mesmo a ouvir sua própria voz dizendo frases que não queria dizer. Mas agora não. Agora não está mais disposta a tudo. Agora é livre.”

“(...) Ou então, se quiseres aprofundar só um pouco mais, podemos falar sobre a natureza da liberdade propriamente dita. Será que liberdade significa que tens permissão para fazer o que queres? Ou podemos falar de todas as influências limitadoras que se opõem activamente à tua liberdade. Ou da herança genética da tua família, o teu ADN específico, a especificidade do teu metabolismo, as questões quânticas que ocorrem a um nível subatómico e onde eu sou a única observadora omnipresente. Ou da intrusão da doença que inibe a tua alma e te deixa manietado, ou das influências sociais que te rodeiam, ou dos hábitos que criaram ligações sinápticas no teu cérebro. E há também a publicidade, as campanhas de propaganda e os paradigmas. No meio desta confluência de inibidores multifacetados - concluiu, suspirando - o que é, de facto, a liberdade?”

“A questão central é saber se as convicções e o simbolismo são mais importantes do que a cooperação e a liberdade. Por vezes, ideais fortes podem fazer com que líderes políticos coloquem o seu partido à frente do país e impeçam a cooperação. Isto aplica-se não apenas aos partidos de extrema-direita, mas também aos idealistas, que visam tornar a sua filosofia política interna a meta da política externa.”

“Uso e abuso dos cafés como representação do ócio, da discussão, do tempo para a reflexão, do humanismo das conversas sem telemóvel, de um certo culto da identidade cosmopolita, como nos teatros espalhados pela Europa, enquanto expressão e afirmação da liberdade política onde simultaneamente convergem culturas e ideologias antagónicas, no mesmo espaço democrático e civilizado.”