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O Quotes

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“O Orofarne, Lassemista, Carnimirie! O rowan fair, upon your hair how white the blossom lay! O rowan mine, I saw you shine upon a summer's day, Your rind so bright, your leaves so light, your voice so cool and soft: Upon your head how golden-red the crown you bore aloft! O rowan dead, upon your head your hair is dry and grey; Your crown is spilled, your voice is stilled for ever a day. O Orofarne, Lassemista, Carnimirie!”

“O outono é uma passagem, um tempo de esvaziamento: da luz no céu, do calor no ar, das folhas nas árvores e plantas. O inverno que se segue é um estado, nele é a imobilidade que impera. A terra endurece, a água gela, a neve cobre o chão. Que este estado por vezes se represente como um rei, deve-se talvez à sensação de que a imobilidade é algo imposto, algo que vem de fora e que é imposto pela força à paisagem.”

“O ovo dourado da criação No começo de tudo terá estado um gigantesco e belo voo dourado. Esse ovo nasceu de uma semente que errava há um ano pelo oceano cósmico, aquecida pelos intensos raios solares. De súbito, Brahma emergiu do ovo dourado que o sol chocou e ganhou a forma de dois seres distintos. Um era macho e o outro fêmea. Vivendo solitários sobre a face da Terra, os dois seres do começo da Criação acabaram por acasalar, nascendo dessa invulgar união todos os outros seres que depois se espalharam pelo céu, pelas águas dos imensos oceanos e pelos vários continentes. Como na origem de tudo esteve um imenso oceano, Brahma é também conhecido pelo nome de Narayana, que significa "aquele que nasceu das águas", sendo por vezes representado como uma criatura vogando nas águas originais sobre a folha de uma árvore, chupando um dedo do pé. Para muitos, esse é um símbolo da própria Eternidade.”

“O padrão que vejo em cristãos se assemelha muito quando pessoas não amadurecem emocional, criança mimada, privilegiada. Da mesma forma que um branco herda a supremacia branca, o cristão herda a supermacia cristã. Uma pessoa da Umbanda precisa amadurecer rápido, uma vez que ficar se ofendendo nunca vai ser a opção. A sensibilidade do cristão vem de pessoas em posição de poder, somente pessoas em posição de dominação pode se dar o luxo de ser ofender. Em “O ego é seu inimigo”, Ryan Holiday dá um exemplo de um esportista negro que sacou isso: ele, como negro, nunca poderia se dá o luxo de se ofender, mesmo quando humilhado, se quisesse sobreviver em um país de brancos.”

“O pai apontou para o poeta que fungava e não tinha patrocínio nas roupas e perguntou se aquele exemplar era subversivo, que é a característica mais temida nos poetas, é o equivalente à agressividade dos cães. O senhor da loja respondeu: Está abaixo dos dois por cento. É sempre necessário serem um pouco subversivos ou a qualidade poética baixa demasiado e não gera lucro, ninguém compra, acabam preteridos a bailarinos ou hamsters.”

“O peixe é um negócio complicado. O snapper vermelho pode custar ao chefe apenas oito euros por quilo, mas esse valor inclui as espinhas, a cabeça, as escamas e tudo o mais que é cortado e deitado fora. Pronto, o preço real de cada filete limpo custou ao chefe mais do dobro daquela quantia e, assim, ele realmente prefere vendê-lo a deitá-lo no lixo. Se ainda não cheirar mal na segunda-feira à noite, você irá comê-lo.”

“O Petronius, thou hast seen what endurance and comfort that religion gives in misfortune, how much patience and courage before death; so come and see how much happiness it gives in ordinary, common days of life. People thus far did not know a God whom man could love, hence they did not love one another; and from that came their misfortune, for as light comes from the sun, so does happiness come from love....Thou didst say to me that our teaching was an enemy of life; and I answer thee now, that, if from the beginning of this letter I had been repeating only the three words, ‘I am happy!’ I could not have expressed my happiness to thee. To this thou wilt answer, that my happiness is Lygia. True, my friend. Because I love her immortal soul, and because we both love each other in Christ; for such love there is no separation, no deceit, no change, no old age, no death. For, when youth and beauty pass, when our bodies wither and death comes, love will remain, for the spirit remains. Before my eyes were open to the light I was ready to burn my own house even, for Lygia’s sake; but now I tell thee that I did not love her, for it was Christ who first taught me to love. In Him is the source of peace and happiness. It is not I who say this, but reality itself. Compare thy own luxury, my friend, lined with alarm, thy delights, not sure of a morrow, thy orgies, with the lives of Christians, and thou wilt find a ready answer. But, to compare better, come to our mountains with the odor of thyme, to our shady olive groves on our shores lined with ivy. A peace is waiting for thee, such as thou hast not known for a long time, and hearts that love thee sincerely. Thou, having a noble soul and a good one, shouldst be happy. Thy quick mind can recognize the truth, and knowing it thou wilt love it. To be its enemy, like Cæsar and Tigellinus, is possible, but indifferent to it no one can be. O my Petronius, Lygia and I are comforting ourselves with the hope of seeing thee soon. Be well, be happy, and come to us.”

“O philosophy, life's guide! O searcher-out of virtue and expeller of vices! What could we and every age of men have been without thee? Thou hast produced cities; thou hast called men scattered about into the social enjoyment of life. [Lat., O vitae philosophia dux! O virtutis indagatrix, expultrixque vitiorum! Quid non modo nos, sed omnino vita hominum sine et esse potuisset? Tu urbes peperisti; tu dissipatos homines in societatum vitae convocasti.]”

“O pilar e o anel em forma de círculo representam os princípios masculino e feminino. Na Grécia antiga o pilar era o "hérnia" que ficava do lado de fora da casa representando Hermes, enquanto a lareira redonda no interior simbolizava Héstia. Na índia e em outras partes do leste, o pilar e o círculo ficam "copulados". O lingam, ou símbolo fálico, penetra o yoni ou anel feminino, o qual se estende sobre ele como num jogo infantil de arremesso de argolas. Lá o pilar e o círculo juntavam-se, enquanto os gregos e os romanos conservavam esses mesmos dois símbolos de Hermes e Héstia relacionados, mas à parte. Para enfatizar mais essa separação, Héstia é uma deusa virgem que nunca será penetrada, como também a mais velha deusa olímpica. Ela é tia solteirona de Hermes considerado como o mais jovem deus olímpico - uma união altamente improvável. Desde os tempos gregos as culturas ocidentais têm enfatizado a dualidade, uma divisão ou diferenciação entre masculino e feminino, mente e corpo, logos e eros, ativo e receptivo, que depois se tornaram valores superiores e inferiores, respectivamente. Quando Héstia e Hermes eram ambos honrados nos lares e templos, os valores femininos de Héstia eram os mais importantes, e ela recebia as mais altas honras. Na época havia uma dualidade complementar. Héstia desde então foi desvalorizada e esquecida. Seus fogos sagrados não são mais cuidados e o que ela representa não é mais honrado. Quando os valores femininos de Héstia são esquecidos e desonrados, a importância do santuário interior, interiorização para encontrar significado e paz, e da família como santuário e fonte de calor ficam diminuídos ou são perdidos. Além disso, o sentimento de uma ligação básica com os outros desaparece, como desaparece também a necessidade dos cidadãos de uma cidade, país ou da terra se ligarem por um elo espiritual comum. Num nível místico, os arquétipos de Héstia e de Hermes se relacionam através da imagem do fogo sagrado no centro. Hermes-Mercúrio era o espírito alquímico Mercúrio, imaginado como fogo elementar. Tal fogo era considerado a fonte do conhecimento místico, simbolicamente localizado no centro da Terra. Héstia e Hermes representam idéias arquetípicas do espírito e da alma. Hermes é o espírito que põe fogo na alma. Nesse contexto, Hermes é como o vento que sopra a brasa no centro da lareira, fazendo-a acender-se. Do mesmo modo, as idéias podem excitar sentimentos profundos, ou as palavras podem tornar consciente o que foi inarticuladamente conhecido e iluminado o que foi obscuramente percebido.”

“O pior de tudo é a estupidez, sobretudo aliada à ignorância. Há uma frase que uso há muito tempo: se juntas um malvado com mil estúpidos, terás mil e um malvados. O mal é contagioso, mas se não houvesse tantos estúpidos, os malvados não teriam tanto poder. É o estúpido que leva o malvado a triunfar. Por isso é o que mais me irrita na política, na vida, na sociedade, na língua. O mal faz parte da natureza, é algo de que todos somos capazes se devidamente condicionados. Mas o estúpido é aquele que faz mal sem se dar conta ou acreditando estar a fazer o bem. -- Entrevista ao Expresso, publicada em 29/01/2021 na Edição nº 2518 da Revista”

“O planeta sofre profundamente por conta da maneira como comemos hoje. Florestas são dizimadas para darem lugar a pastos, e a maneira como os animais são criados polui nossa água e nosso ar. Uma boa quantidade de grãos e água também é utilizada para preparar álcool. Milhares de crianças morrem de fome e má nutrição todos os dias, embora a Terra seja capaz de alimentar a todos. A cada refeição, fazemos escolhas que podem ajudar ou danificar o planeta. “O que eu deveria comer hoje?” é uma questão muito profunda. Pergunte-se isso todas as manhãs. Ao praticar a alimentação consciente, observando com cuidado o que come e bebe, seu desejo por certos alimentos poderá ser alterado. A sua felicidade e a felicidade da Terra estão interligadas.”

“O pluralismo também cria um sistema mais aberto e permite que os meios de comunicação social independentes se desenvolvam, o que faz com que seja mais fácil que os grupos interessados na continuação das instituições inclusivas tenham consciência das ameaças a essas instituições e se organizem para as enfrentar. (…) Num sistema pluralista, nenhum grupo quer ou ousa derrubar o poder de outro, com receio de que o seu próprio poder seja contestado. Ao mesmo tempo, uma ampla distribuição do poder torna esse derrube difícil.”

“O poder dos pastores no Brasil é somente mais um capítulo de uma longa busca por poder, que passou pelas mãos de imperadores, reis e genocidas. Todos colocando uma camada, e usando nos seus servos. ⁠A Bíblia é o primeiro caso de startup do mundo. Alguém, os romanos, viram um bando de idiotas, os judeus, com um livrinho e estorinhas, a bíblica canônica (Cânone bíblico). Eles viram que funcionava para controlar idiotas, que é a massa. E escalaram o protótipo. Em pouco tempo, com muita chicotada nos lombos, preto estava rezando para um Deus branco, e agradecendo por seu dono ser bondoso com ele.”

“O poder que a dor de perder uma pessoa querida tem de perturbar a mente já foi exaustivamente investigado. O ato de sofrer por essa perda, nos disse Freud em Luto e melancolia, de 1917, “envolve um grande desvio da atitude normal em relação à vida”. No entanto, observou ele, essa dor permanece peculiar entre os transtornos: “Nunca nos ocorre encará-la como uma condição patológica e submetê-la a tratamento médico.” Em vez disso, nos apegamos ao fato de que “ela será superada depois de um lapso de tempo”. Encaramos “qualquer interferência em relação a ela como inútil e até mesmo prejudicial”. Melanie Klein, em seu texto de 1940, “O luto e sua relação com os estados maníaco-depressivos”, fez uma avaliação semelhante: “A pessoa que experimenta o luto está, na verdade, doente, mas como esse estado mental é tão comum e nos parece tão natural, não chamamos o luto de doença [...] Para expressar minha conclusão de maneira mais precisa: devo dizer que, durante o luto, o sujeito passa por um estado maníaco-depressivo modificado e transitório, que vai superar.” Note a ênfase em “superar”.”