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Literatura Quotes

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Literatura Quotes

“Siempre quise a Paulina. En uno de mis primeros recuerdos, Paulina y yo estamos ocultos en una oscura glorieta de laureles, en un jardín con dos leones de piedra. Paulina me dijo: Me gusta el azul, me gustan las uvas, me gusta el hielo, me gustan las rosas, me gustan los caballos blancos. Yo comprendí que mi felicidad había empezado, porque en esas preferencias podía identificarme con Paulina. Nos parecimos tan milagrosamente que en un libro sobre la final reunión de las almas en el alma del mundo, mi amiga escribió en el margen: Las nuestras ya se reunieron. ''Nuestra'' en aquel tiempo, significaba la de ella y la mía.”

“Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Tems pois que conservar o dia bomem uma memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira.”

“Están advertidos entonces: mientras que la mayoría de los cuentos se ocupan del cartucho de dinamita marca ACME o del Coyote después de la explosión, este cuento —este cuento más detonado que escrito— prefiere narrar el momento exacto del estallido, el ruido que te deja sordo, los pedazos suspendidos en el aire, el fuego y el humo que te hace cerrar los ojos, que te obliga a adivinarlo todo mientras te preguntas una y otra vez, como el Coyote al que se le ha vuelto a escapar el Correcaminos, ¿qué pasó?, ¿qué pasó?, ¿qué pasó?, ¿qué está pasando?”

“Para cargar el lenguaje de significado hasta el grado máximo disponemos de tres medios principales [...]: I) proyectar el objeto (fijo o en movimiento) sobre la imaginación visual; II) inducir un correlato emocional por medio del sonido y del ritmo de lo dicho; III) inducir ambos efectos mediante la estimulación de asociaciones (intelectuales o emocionales) que hayan permanecido en la conciencia del receptor relacionadas con las palabras reales o con los grupos de palabras empleados. (fanopoeia, melopoeía, logopoeia)”

“Escrever, para um escritor, é como respirar. Ele não se imagina fazendo nada além de escrever. Se você é assim, então vale a pena. Mas por que escrever? Nós escrevemos porque precisamos contar histórias. É mais do que uma maneira de comunicar ideias, para algumas pessoas é uma oportunidade para se conectar com seus interiores, criar histórias e levantar questões sobre a vida.”

“Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade -- talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer”

“Sim, ela vai esquecer a igreja branca e dourada como tinha esquecido tantas outras. Aquela curiosidade que havia mantido quase intacta lhe parecia com frequência como uma sobrevivência obstinada: mas de que servia se as lembranças se reduzem a poeira? A lua brilhava, como a estrelinha que a acompanha fielmente, e Nicole se lembrou dos versos bonitos de Aucassin e Nicolette: “Estrelinha, eu te vi/ Que a lua traz a si.” Esta é a vantagem da literatura, pensou ela: nós guardamos as palavras conosco. As imagens murcham, deformam-se, apagam-se. Mas ela reencontrava as velhas palavras em suas cordas vocais, quase como foram escritas. As palavras os uniam aos séculos passados, quando os astros brilhavam exatamente como hoje. E esse renascimento e essa permanência lhe davam uma impressão de eternidade.”

“– Orr é doido? – Sem dúvida. – Pode dá-lo por incapaz? – Claro que posso. Mas primeiro tem de me pedir. Faz parte do regulamento. – Então, porque não lhe pede? – Porque é doido. Só um lunático continuaria a participar em missões de combate depois de escapar por uma unha negra tantas vezes. Com certeza que posso dá-lo combate não está realmente doido. (...) Havia apenas um ardil e era o Artigo 22, o qual especificava que a preocupação de um homem pela sua própria segurança perante perigos reais e imediatos constituía o resultado do funcionamento de uma mente racional.”

“Os estudos universitários no campo das letras não levam, como se sabe, praticamente a nada, a não ser, para os estudantes mais dotados, a uma carreira de ensino universitário no campo das letras — em suma, temos a situação um tanto cômica de um sistema sem outro objetivo além de sua própria reprodução, acompanhado por uma taxa de não aproveitamento superior a noventa e cinco por cento. Esses estudos no entanto não são nocivos e podem até apresentar uma utilidade marginal. Uma moça que procure um emprego de vendedora na Céline ou na Hermès deverá naturalmente, e em primeiríssimo lugar, cuidar de sua aparência; mas uma graduação ou um mestrado em letras modernas poderá constituir um trunfo secundário que garanta ao patrão, na falta de competências mais aproveitáveis, uma certa agilidade intelectual que pressagie a possibilidade de uma evolução na carreira — a literatura, além do mais, vem desde sempre acompanhada de uma conotação positiva no ramo da indústria do luxo.”