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Fernando Pessoa

Fernando Pessoa Quotes

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Famous Fernando Pessoa Quotes

“Creo en el mundo como en una margarita porque lo veo. Pero no pienso en él, porque pensar es no comprender... El mundo no se hizo para pensar en él (pensar es estar enfermo de los ojos) sino para mirar hacia él y estar de acuerdo... Yo no tengo filosofía: tengo sentidos... Si hablo de la Naturaleza no es porque sepa lo que es sino porque la amo, y la amo por eso, porque quien ama nunca sabe lo que ama ni sabe por qué ama, ni lo que es amar...”

“Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar...”

“O que eu pensava sabia que o pensavam os outros. Quem sabe se havia os outros. Eu sentia-me pensar colectivamente. O meu terror, a minha angústia era de vários pensamentos ao mesmo tempo. (...) A sensibilidade que eu julgava minha pertencia a um conjunto, não tinha personalidade, porque era várias pessoas; nem localização, porque estava em vários lugares. Se eu pensava no Chefe, sentia todos atrás de mim: é que eu era o Chefe e ia eu à frente. Mas eu não era o Chefe, e ia no meio dos outros... Eu afinal onde ia? De que lado estava a noite? Isto acontecia na vida? A vida? Tudo estava longe como o dia e as formas da planície.”

“Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodasse pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a fala da transliteração greco-romana veste-ma do seu veri manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”

“Sim, sim, sim... Crucificai-me nas navegações E as minhas espáduas gozarão a minha cruz! Atai-me às viagens como a postes E a sensação dos postes entrará pela minha espinha E eu passarei a senti-los num vasto espasmo passivo! Fazei o que quiserdes de mim, logo que seja nos mares, Sobre conveses, ao som de vagas, Que me rasgueis, mateis, fira-os! O que quero é levar pra Morte Uma alma a transbordar de Mar, Ébria a cair das coisas marítimas (...) Ser o meu corpo passivo a mulher-todas-as-mulheres Que foram violadas, mortas, feridas, rasgadas pelos piratas! Ser no meu ser subjugado a fêmea que tem de ser deles E sentir tudo isso -- todas estas coisas duma só vez - pela espinha!”

“Dá a surpresa de ser. É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro. Seus seios altos parecem (Se ela tivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada. E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado. Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como ?”

“Seeing myself from the outside (as I almost always do), I'm unfit for action, flustered when I have to take a step or make a move, tongue-tied when I have to talk to someone, lacking the inner lucidity needed to enjoy things that require mental effort, and without the physical stamina to entertain myself through some merely mechanical labour. It's only natural that I'm this way. A dreamer is expected to be this way. All reality disconcerts me.”

“We never disembark from ourselves. We never attain another existence unless we other ourselves by actively, vividly imagining who we are. The true landscapes are those that we ourselves create since, being their gods, we see them as they truly are, which is however we created them. None of the four corners of the world is the one that interests me and that I can truly see; it’s the fifth corner that I travel in, and it belongs to me.”