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O Quotes

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“O amor só é possível se duas pessoas se comunicam mutuamente a partir do centro de suas existências e, portanto, se cada uma se experimenta a partir do centro de* sua própria existência. Só nesta “experiência central” existe realidade humana, só aí há vivacidade, só aí está a base do amor. Assim experimentado, o amor é um desafio constante; não é um lugar de repouso, mas é mover-se, crescer, trabalhar juntamente; haja harmonia ou conflito, alegria ou tristeza, isso é secundário em relação ao fato fundamental de que duas pessoas se experimentam mutuamente a partir da essência de sua existência, que são uma com a outra por serem uma consigo mesmas, em vez de fugir de si mesmas.”

“O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo”

“o amor é uma dialética cerrada de aproximação-repúdio, de ternura e imposição. senão cai-se na rotina, na mornez das relações e, portanto, na mediocridade. detesto a mediocridade! Não há nada pior no homem que a falta de imaginação. é o mesmo no casal, é o mesmo na política. a vida é criação constante, morte e recriação, a rotina é exactamente o contrário da vida, é a hibernação.”

“O ateísmo é o estado natural do homem. A religião nasceu do medo, onde erávamos expostos diariamente ao medo, como ataques de leões. O Brasil pode resistir, mas se não nos tornarmos uma teocracia, vamos sim seguir os países desenvolvidos, que é o ateísmo. Sim, pode levar gerações, mas a educação liberta, ilumina. Haverá resistência, mas vamos sim nos tornar livres. A tecnologia vai matar Deus, somente questão de tempo. No Rio de Janeiro, o número de Sem Religião passou o de cristão.”

“O Autumn, laden with fruit, and stained With the blood of the grape, pass not, but sit Beneath my shady roof; there thou may'st rest, And tune thy jolly voice to my fresh pipe; And all the daughters of the year shall dance! Sing now the lusty song of fruit and flowers.”

“O Banco de Portugal é dirigido por Judeus (Ulrich); o «Lisbôa e Açôres» foi fundado por judeus (Mayer); é christão-novo Souto-Mayor fundador do «Banco Colonial Portuguez», do «Banco Portuguez do Brazil», da «Casa Souto-Mayor & C.ª» do Rio de Janeiro, etc.; Henriques Tota, christão-novo, descende do tecelão de sêda Gabriel Henriques Tota condenado por judaísmo em 1750; Vieira de Castro, banqueiro, é christão-novo que ainda hoje conserva a tradição; os Pintos, os Fonsecas, os Santos, os Vianas, os Burnays, todos, pertencem á raça dos judeus que hão conquistado o reino de Portugal!...”

“O barulho constante, seco e frio, de portas de ferro batendo na prisão, escutados com meus ouvidos e sentidos com minha pele naquela sexta-feira e que já ouvi muito pelas prisões do Brasil, reverberam em meu corpo. Talvez esses sons sejam para mim o que melhor retrata a brutalidade do sistema, a sua opressão constante, sua impiedade.”

“O BEIJO E A LÁGRIMA Quero um beijo, pediu ela. Um sismo abalou o peito dele. E devotou o calor de lava dos seus lábios, entontecida água na cascata. Entusiamado, ele se preparou para, de novo, duplicar o corpo e regressar à vertigem do beijo. Mas ela o fez parar. Só queria um beijo. Um único beijo para chorar. Há anos que não pranteava. E a sua alma se convertia em areia do deserto. Encantada, ela no dedo recolheu a lágrima. E se repetiu o gesto com que Deus criou o Oceano.”