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Q Quotes

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“Quando accumuliamo compulsivamente miglia e punti, siamo principalmente guidati dalla chimica del nostro corpo: quando riceviamo una ricompensa, rilasciamo dopamina, una sostanza che svolge un ruolo importante nel comportamento umano.”

“Quando alguém à procura de trabalho como cozinheiro me diz que se sente feliz e estimulado com a cozinha do Anel do Pacífico, vejo logo problemas pela frente. Mandem-me mas é outro lavador de pratos mexicano. Posso ensiná-los a cozinhar. Não lhes posso ensinar a ter personalidade. Apareçam no trabalho a horas durante seis meses seguidos e poderemos falar de pasta de caril vermelho ou de erva das Índias Orientais. Até lá, tenho três palavras para eles: «Calem-me essa boca!»”

“Quando alzai la testa, ormai fradicia, ero di nuovo davanti alla centrale. Non mi ero nemmeno accorto che la sigaretta si fosse spenta a causa della pioggia; solo quando mi fermai l’odore acre del mozzicone bagnato che avevo tra le labbra raggiunse pungente le narici, disgustandomi. Lo sputai lontano, come a volermi liberare di un qualcosa che mi assillava da anni, ma quell’amaro che sentivo in bocca non se ne andò, anzi, sembrò restare per ricordarmi il sapore della realtà. Lo stomaco mi si rivoltò dallo schifo. Guardai il mio riflesso in una pozzanghera agitata dall’acqua che cadeva, e per la prima volta sentii il peso di ciò che era diventata la mia vita: un qualcosa di cui non mi sarei mai potuto liberare. Mi resi conto che tutto questo avrebbe finito per consumarmi e dopo tanti anni mi sentii di nuovo solo.”

“Quando aquela senhora que me lembrava minha tia disse que me conhecia, ela não estava dizendo que conhecia minha história de vida e minha família, que sabia onde eu morava, que escolas frequentei, os romances que escrevi e as dificuldades políticas que enfrentei. Nem que conhecia minha vida particular, meus hábitos pessoais ou minha natureza essencial e minha visão de mundo, que eu tentara expressar relacionando-as com minha cidade natal em meu livro Istambul. A velha senhora não estava confundindo a minha história com as histórias de minhas personagens fictícias. Ela parecia falar de algo mais profundo, mais íntimo, mais secreto, e senti que a entendia. O que permitiu que a tia perspicaz me conhecesse tão bem foram minhas próprias experiências sensoriais, que inconscientemente eu colocara em todos os meus livros, em todas as minhas personagens. Eu projetara minhas experiências em minhas personagens: como me sinto quando aspiro o cheiro da terra molhada de chuva, quando me embriago num restaurante barulhento, quando toco a dentadura de meu pai depois de sua morte, quando lamento estar apaixonado, quando eu consigo me safar quando conto uma mentirinha, quando aguardo na fila de uma repartição pública segurando um documento molhado de suor, quando observo as crianças jogando futebol na rua, quando corto o cabelo, quando vejo retratos de paxás e frutas pendurados nas bancas de Istambul, quando sou reprovado na prova de direção, quando fico triste depois que todo mundo deixou a praia no fim do verão, quando sou incapaz de me levantar e ir embora no final de uma longa visita a alguém apesar do adiantado da hora, quando desligo o falatório da TV na sala de espera do médico, quando encontro um velho amigo do serviço militar, quando há um súbito silêncio no meio de uma conversa interessante. Nunca me senti embaraçado quando meus leitores pensavam que as aventuras de meus heróis também haviam ocorrido comigo, porque eu sabia que isso não era verdade. Ademais, eu tinha o suporte de três séculos de teoria do romance e da ficção, que podia usar para me proteger dessas afirmações. E estava bem ciente de que a teoria do romance existia para defender e manter essa independência da imaginação em relação à realidade. No entanto, quando uma leitora inteligente me disse que sentira, nos detalhes do romance, a experiência da vida real que "os tornavam meus", eu me senti embaraçado como alguém que confessou coisas íntimas a respeito da própria alma, como alguém cujas confissões escritas foram lidas por outra pessoa.”

“Quando as coisas ao nosso redor perdem o sentido, é mais fácil atribuí-lo a absurdos. Foi o que acabei compreendendo. O problema de justificar insanidades é que nelas sempre encontramos o prazer mais sombrio de nossos primórdios esquecidos, aquele tempo em que não era permitido se iludir, em que não se devia olvidar por um instante sequer do que éramos: que éramos animais selvagens, violentos e traiçoeiros. Ainda somos, todos. Infelizmente, menos sob o véu da razão, que poderia melhor entender a natureza da criatura e mantê-la acorrentada, do que debaixo desse moralismo hipócrita e cínico da civilidade cotidiana. Sim, eu entendi. No final.”

“Quando as instituições extrativas criam grandes desigualdades na sociedade e uma grande riqueza e um poder sem limitações para os que detêm o controlo, haverá muitos que desejarão lutar para assumir o controlo do Estado e das instituições. Então, as instituições extrativas não só prepararão o caminho para o novo regime, que será ainda mais extrativo, como gerarão lutas intestinas e guerras civis contínuas. Depois, essas guerras civis geram mais sofrimento humano e destroem também a pequena centralização do Estado que essas sociedades atingiram. Amiúde, isto inicia também um processo descendente para a anarquia, a falência do Estado e o caos político, destruindo qualquer esperança de prosperidade económica.”

“Quando avevo poco meno di vent’anni, conducevo un’esistenza apatica, senza scopo. Mi sentivo fuori posto a scuola come a casa, ed ero sempre chiuso nel mio guscio. Ero troppo sensibile, e questo mi portava a pretendere troppo dagli altri e da me stesso, e al contempo, forse proprio per questo, avevo la sensazione di essere totalmente vuoto. Ero fatto così. Pensavo che al mondo non ci fosse un posto adatto a me.”

“Quando ci sono di mezzo gli uomini e il sesso, David, non mi meraviglio più di niente. Forse per gli uomini odiare le donne rende la cosa più eccitante. Tu sei un uomo, dovresti saperlo. Quando hai un rapporto sessuale con una persona che non conosci, quando la intrappoli, la tieni ferma, ti butti su di lei con tutto il tuo peso... Non è un po' come ucciderla? Come piantare un coltello? Per poi andartene lasciandoti dietro un corpo coperto di sangue... Non è un po' come un omicidio? Non ti dà l'inebriante sensazione di averla passata liscia?”

“Quando due persone si amano, quando si amano davvero, tutto quello che succede tra loro ha qualcosa di rituale. Certe volte può sembrare che vengano separati uno dall’altro: non conosco nessun maggior tormento, nessun vuoto più fragoroso – Quando il tuo amante è andato via! Ma quella sera, con i nostri voti così misteriosamente minacciati ed entrambi, sia pure da angoli diversi, messi di fronte a questo fatto, eravamo più profondamente uniti di quanto fossimo mai stati.”

“Quando entraste no quarto, agitando o ar com a leveza do teu caminhar, despertando o silêncio com o tilintar dos teus címbalos, fazendo as cortinas dançarem ao som dos teus braceletes, um aroma espalhou-se no ar, vindo das telas e dos cadernos, meu pincel tornou-se inquieto e a caneta, arrebatada. Meus olhos, minhas mãos e estas e aquelas partes do meu corpo tornaram-se eletrificadas.”

“Quando eu ouvi a estória de Noé, eu jurava que ele era o herói, similar à chinesa, de um homem defendendo a humanidade de um Deus covarde. Eu mantive essa visão positiva de Noé até iniciar meus estudos que gerou esse livro. Um dia comecei a pesquisar, pensando em Noé como o herói da estória e fiquei sem entender nada: Noé ficou do lado de Deus. Isso nunca daria um filme de Hollywood. Superman abriu mão de sua família para defender a terra. Em um dos filmes, Superman quebra o pescoço do general Zod que queria testar até que ponto Clark Kent (Kalenji) iria com sua fidelidade ao humanos. Ao se incapaz de parar o raio mortal do general Zod, ele toma a decisão de matar o general, que era sua única família de verdade. Esse tipo de problema aparece na filosofia, e tem sido inclusive fruto de experimentos. Como exemplo, um experimento famoso, pessoas precisam decidir se desencarrilham um trem matando todos no trem para salvar uma pessoa no trilho. O experimento evolve dois cenários: um com uma pessoa com nome similar à pessoa que decide, e outro com nome de alguma nação historicamente inimiga. Eles até acham um hormônio expressado no momento da decisão, seria “o hormônio da camaradagem”.”