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Q Quotes

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“Quando o teu Platão decreta que as repúblicas só serão felizes se os filósofos reinarem ou se os reis filosofarem, quão longe estará a felicidade se os filósofos não condescenderem nem mesmo a repartir um conselho com o reis?" [Morus] "Eles não são", respondeu Rafael, "tão ingratos que não fariam isso prazerosamente. Na verdade, muitos já o fizeram em seus livros: se aqueles que podem assenhorar-se das coisas estivessem preparados, bem os consultando conseguiriam seus conselhos. Sem dúvidas, porém, como bem já previu Platão, a não ser que os próprios reis filosofassem, nunca, impregnados e infectados desde a infância por opiniões corrompidas, nunca reconheceriam detalhadamente os conselhos dos filósofos, o que Platão também pôde experimentar junto a Dionísio de Siracusa. Acaso não pensas que, se eu propusesse princípios sensatos a algum rei e me esforçasse por eliminar, dele, as perniciosas sementes dos males, eu seria prontamente expulso ou, então, considerado com escárnio?" Editora Vozes, 2016, p. 40.”

“Quando observamos a quantidade e a variedade de estabelecimentos de ensino, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e ganhar ares de importantes.”

“Quando Odette deixasse de ser para ele uma criatura sempre ausente, cobiçada, imaginária, quando o sentimento que ele tinha por ela não fosse mais aquela mesma perturbação misteriosa que lhe causava a frase da sonata e sim afeto, reconhecimento, quando se estabelecessem entre ambos relações normais que poriam fim à loucura e à tristeza dele, então sem dúvida os atos da vida de Odette lhe pareceriam si mesmos pouco interessantes.”

“Quando ouvimos música, lemos um livro ou abrimos um jornal, quase nunca necessitamos fazer tal atividade ou conseguir tal informação. Em geral, isso é feito de forma mecânica, talvez por estarmos acostumados ou porque queremos "passar tempo" ou preencher uma sensação desconfortável de vazio. Talvez seja apenas para evitarmos um encontro com nós mesmos. Muitos de nós têm medo de se voltar para dentro, pois não sabem como lidar com o sofrimento que carregam em seu interior. Por isso vivemos em busca de novas sensações que possam ser consumidas.”

“Quando ouvimos os sinos, ouvimos aquilo que já trazemos em nós mesmos como modelo. Sou da opinião que não se deverá desprezar aquele que olhar atentamente para as manchas da parede, para os carvões sobre a grelha, para as nuvens, ou para a correnteza da água, descobrindo, assim, coisas maravilhosas. O génio do pintor há-de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: luta de homens e de animais, paisagens, monstros, demónios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista.”

“Quando parla con Marianne ha una sensazione di riservatezza condivisa. Di sé potrebbe raccontarle tutto, perfino le cose più strane, e lei non andrebbe mai a spifferarlo, questo lo sa. Essere solo con lei è come aprire una porta e chiudersi alle spalle la vita normale. Non ha paura di lei, che in realtà è una persona piuttosto tranquilla, ma teme la sua vicinanza per via del modo sconcertante in cui si ritrova a comportarsi, per le cose che dice, e che di norma non direbbe mai.”

“Quando pensiamo al riscaldamento globale e all’impatto (drammaticamente alto) che il travel ha su di esso, la prima associazione mentale è quella dell’inquinamento aereo, ferroviario e automobilistico, non certo qualcosa di così “immateriale” come il cloud o la blockchain. Tuttavia i numeri relativi al consumo energetico sono allarmanti.”

“Quando se morre, o que se debate ainda dentro em nós com fúria - é a quimera. O que me custa a deixar não é o corpo, é a alma inquieta. Com a morte agarrada a mim, porque é que cravo as unhas na vida, raivosamente? Porque quero sonhar, tirar da coisas, das árvores, da luz, das flores, materiais para ilusões. Ao que cada um se prende é às aspirações, às suas penas e não à matéria e ao corpo!...”

“Quando se trata de botas, apelo para a autoridade dos sapateiros; se se trata de uma casa, de um canal ou de uma ferrovia, consulto a do arquiteto ou a do engenheiro. Por tal ciência especial, dirijo-me a este ou àquele cientista. Mas não deixo que me imponham nem o sapateiro, nem o arquiteto, nem o cientista. Eu os aceito livremente e com todo o respeito que me merecem sua inteligência, seu caráter, seu saber, reservando todavia meu direito incontestável de crítica e de controle. Não me contento em consultar uma única autoridade especialista, consulto várias; comparo suas opiniões, e escolho aquela que me parece a mais justa. Mas não reconheço nenhuma autoridade infalível, mesmo nas questões especiais; consequentemente, qualquer que seja o respeito que eu possa ter pela humanidade e pela sinceridade desse ou daquele indivíduo, não tenho fé absoluta em ninguém. Tal fé seria fatal à minha razão, à minha liberdade e ao próprio sucesso de minhas ações; ela me transformaria imediatamente num escravo estúpido, num instrumento da vontade e dos interesses de outrem.”

“Quando si ha già la risposta non bisognerebbe farsi troppe domande. Come l’arcobaleno. È utile domandarsi perché è bello? No. È bello e basta. Anzi, sapere se è il sole che si infrange nel vapore acqueo o se è la pioggia che incontra i raggi del sole toglie poesia allo spettacolo. Possiamo cambiare l’ordine delle parole ma la bellezza dell’arcobaleno non cambia. E poi l’arcobaleno, quello vero, quello raro, che unisce i due estremi della città dopo un temporale, dura talmente poco che buttare via il tempo a cercare spiegazioni fisico-scientifiche invece di ammirarlo e di goderselo sarebbe demenziale.”

“Quando si strappano tutte le fibre della civiltà è un lavoro lento quello di ricucirle insieme. Vede quei bambini per la strada che vanno a scuola? La pace è nelle loro mani. Se a scuola viene loro insegnato che la guerra è il più odioso flagello cui possa anda soggetta l'umanità, che imbratta e deforma ogni amabile occupazione dello spirito mortale, allora si potrà avere qualche speranza per il futuro.”

“Quando si è giovani-parlo per me almeno-si vogliono provare sentimenti simili a quelli di cui leggiamo nei libri. Passioni che ti sconvolgono la vita, che creano e definiscono una realtà nuova. Più tardi, mi pare, vogliamo dai sentimenti qualcosa di più pratico e modesto: che siano di sostegno alla nostra vita per come è diventata e si manifesta. Vogliamo che ci garantiscano che va tutto bene. E che c'è di male in questo? da "Il senso di una fine”

“Quando tentam assumir o controlo de uma empresa, os cartéis são como empresas normais na medida em que têm de garantir aos reguladores da concorrência que o negócio deve ir para a frente. Os principais reguladores da indústria da droga são a polícia. São eles que têm a função de acabar com o negócio e que podem ser convencidos, através de suborno ou de intimidação suficientes, a permitir que continue.”